MAROCAS

Abril 30 2021

                                                  OS LUSÍADAS
 I
    As sarnas de barões todos inchados

    Eleitos pela plebe lusitana
    Que agora se encontram instalados
    Fazendo aquilo que lhes dá na gana
    Nos seus poleiros bem engalanados,
    Mais do que permite a decência humana,
    Olvidam-se de quanto proclamaram
    Em campanhas com que nos enganaram!

 II
    E também as jogadas habilidosas
    Daqueles tais que foram dilatando
    Contas bancárias ignominiosas,
    Do Minho ao Algarve tudo devastando,
    Guardam para si as coisas valiosas?
    Desprezam quem de fome vai chorando!
    Gritando levarei, se tiver arte,
    Esta falta de vergonha a toda a parte!

 III
    Falem da crise grega todo o ano!
    E das aflições que à Europa deram;
    Calem-se aqueles que por engano?
    Votaram no refugo que elegeram!
    Que a mim mete-me nojo o peito ufano
    De crápulas que só enriqueceram
    Com a prática de trafulhice tanta
    Que andarem à solta só me espanta.

 IV
    E vós, ninfas do Coura onde eu nado
    Por quem sempre senti carinho ardente
    Não me deixeis agora abandonado
    E concedei engenho à minha mente,
    De modo a que possa, convosco ao lado,
    Desmascarar de forma eloquente
    Aqueles que já têm no seu gene
    A besta horrível do poder perene!

     Luiz Vaiz de Calções

 

(Recebi por e-mail - Ao autor os meus parabens)

publicado por Fernando Ramos às 22:28

Abril 02 2021

O ELEVADOR

 Um menino da roça, de 15 anos de idade, e seu pai entraram em um
 shopping, em Goiânia, pela primeira vez. Eles ficaram impressionados com
 quase tudo o que viram, mas especialmente por duas brilhantes paredes de
 prata que poderiam abrir e fechar.

 O menino perguntou: "O que é isto, pai?"
 O pai (nunca tinha visto um elevador) respondeu: 'Filho, eu nunca vi
 nada parecido em minha vida, eu não sei o que é. "

 Enquanto os dois estavam assistindo com perplexidade, uma senhora idosa,
 gorda, em uma cadeira de rodas chegou perto das portas e apertou um
 botão. As portas se abriram e a senhora rolou entre elas, entrando
 naquele quarto pequeno. As portas fecharam e o menino e seu pai
 observavam o pequeno número acima das portas acender seqüencialmente.

 Eles continuaram a assistir, até que chegou o último número ... e,
 depois os números começaram voltar na ordem inversa.
 Finalmente, as portas se abriram novamente e uma linda loira de mais ou
 menos 24 anos, saiu do "quartinho".

 O pai, sem tirar os olhos da moça, disse calmamente ao seu filho .....

 "Vá buscar sua mãe..."



publicado por Fernando Ramos às 20:09

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