MAROCAS

Março 02 2018

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Última hora: FC Porto APANHADO na questão do jogo comprado com o Estoril

 Actualizado: 2 Março, 2018

Os dragões já vieram dizer que foi para pagar dívidas ao Estoril, esqueceram-se foi de um pormenor…as dívidas que falam já estavam pagas há muito tempo! Foram apanhados! Depois de hoje a PGR ter confirmado que recebeu uma denúncia acerca de uma alegada transferência de dinheiro do Porto para o Estoril, para alegadamente este perder a 2ª parte do jogo, Francisco J. Marques disse que o FC Porto não comprou o Estoril, mas confirmou a transferência.

 

“Não foi depois do jogo, foi antes. Em 14 de fevereiro o FC Porto fez uma transferência de 784 mil euros. Para quê? Tínhamos dinheiro do jogo com o Liverpool e quisemos pagar dívidas atrasadas ao Estoril”, alegou, dizendo ainda que era um compromisso assumido com o Estoril e que a dívida tinha de ser paga até março deste ano. “Para se obter licenciamento da UEFA, não se pode ter dívidas com jogadores e treinadores”, explicou.

Esqueceu-se de um pormenor, é que segundo os dados que já tinham sido divulgados a 30 de junho de 2016 e a 30 de junho de 2017, a Porto SAD já tinha liquidado todas as dívidas com o Estoril referentes a Evandro, Lica e Carlos Eduardo.

Nota: Coincidência nascer a tal dívida num R&C que saiu umas horas depois da denúncia. Pena que todos os anteriores R&C não façam alusão à tal dívida tal como se pode ver:

1
https://twitter.com/dragartadas/status/969354148583018496/

2
https://twitter.com/dragartadas/status/969354148583018496/

Como se costuma dizer, mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo! E agora? O que irá a justiça decidir depois disto?

publicado por Fernando Ramos às 11:41

Fevereiro 23 2018

Cesar Boaventura, o empresário que acusou o porto de comprar jogadores para perderem jogos, volta ao ataque. Sem medo e a dar a cara. É este o exemplo que todos devem ter, sem medo contra esses canalhas mafiosos das Antas. Diz ele:

"A FALTA DE CARA POR TRÁS DE BLOGS

Sabes Francisco J, o que eu digo não é por de trás de blogs, muito menos faço denúncias anônimas para levantar as ridículas suspeitas, e difamar terceiros, eu dou a cara!

Em tudo que que digo, identifico-me muito bem, e tu sabes que o faço porque não estou a mentir e não sou um trafulha como tu!

Se temo pela integridade física? Claro que sim, como bem sabes por eu falar a verdade nos últimos dias, sou vítima de várias ameaças, mas como já entendeste não vai ser isso que me vai calar.

A mentira anda a provocar-te cegueira e talvez seja a hora de aumentares a graduação.

Foste sim o vírus que através de uma conversa, que uma das vossas cobaias ouviu num restaurante, me começaste a tentar difamar, mas estás no caminho errado.

Tenho pena realmente encontrar escrotos como tu na sociedade que acusa com blogs falsos, difama com blogs falsos, e tenta passar um uma imagem de pessoa séria e integra, quando na verdade estás mais podre que uma laranja já sem cor original!

- Pedes-me respostas? Então estou disponível a sentar-me contigo publicamente e responder-te a tudo o que pretendes, de forma a poder mostrar aos Portugueses o que realmente és.

- Nessa altura, falaremos dos “MARTINS” das propostas, (avisa os homens que não precisam de segurança para estar comigo)... Falaremos dos “PEDROS”, “DAVIDES” dos “JOES” e até mesmo do “JOSÉ” 😝“ANTONIOS” esses teus meninos da tal famosa “MALA”.. Sem esquecer muitos jogadores como “ANTONIOS”!!! 🤣🤣

ATENÇÃO AOS PRESIDENTES DOS CLUBES.....(..) Não deixem, nenhum Pedro, Davide, João, Antonio’s e até mesmo o “JOSÉ”, se aproximar dos seus jogadores até final da época!!! 🤭

- Como vês, ando muito bem informado e disponível para tudo que seja legal!

- Não te esqueças que quem não deve não teme e dá a cara... Não se esconde por trás de um blog a mandar balelas. Sim és um balelas atrafulhado, que vais ser desmascarado!

Esta difamação de que sou alvo dos blogs que geres, é sem duvida o espelho da tua personalidade e carácter que não vê meios para poder sobreviver!

Uma coisa é certa, deves andar de barriga cheia da facturação do teu “POLVO”.

Brevemente estreia o filme - “O POLVO COMEU O DONO” 😁😁😁"

Foto de Avante Benfica.
publicado por Fernando Ramos às 19:36

Fevereiro 19 2018

BI LADEN SADAT.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 21:52

Janeiro 24 2018

BENFICA ACENTUA HEGEMONIA COMO CLUBE MAIS TITULADO EM PORTUGAL

 

Tendo em conta as modalidades com mais federados e as que têm mais importância histórica, as águias têm mais de 50 títulos de vantagem para o Sporting e mais de 100 para o FC Porto

Benfica acentua hegemonia como clube mais titulado em Portugal

O basquetebol do Benfica é o espelho da hemegonia encarnada. Em 2014/15, a turma de Carlos Lisboa venceu todos os títulos nacionais que havia para ganhar.

Foto: lusa

 

Não há dúvidas que o futebol é o desporto-rei em Portugal mas a prática desportiva no nosso país vai muito para além disso. Benfica, Sporting e FC Porto são considerados os "três grandes" não só por serem potências no futebol mas também por serem emblemas centenários com um caráter eclético muito vincado. Poucos são mesmo os clubes no Mundo que se podem gabar de terem tantas modalidades em atividade como estes três, um cenário que se vê apenas repercutido em alguns países latinos e não com todas as agremiações de valia inquestionável no futebol.

Lançando um olhar retrospetivo à história, é o Benfica o clube português com mais títulos nas modalidades mais representativas, ou seja, aquelas que têm mais atletas federados no nosso país ou que historicamente foram mais jogadas ou têm um grande peso no palmarés lusitano. Falamos primeiramente do futebol, futsal, andebol, voleibol e basquetebol, os desportos que mais federados têm em Portugal segundo dados de 2013 que constam do site PORDATA. O atletismo e o hóquei em patins são menos representativos [ver tabela abaixo] mas têm uma importância histórica imensurável no desporto nacional que leva a que seja impossível omitir os títulos conquistados nas respetivas modalidades.

 
Federação Federados (números de 2013)
Futebol* 153.462
Andebol 46.405
Voleibol 43.023
Basquetebol 38.347
Atletismo 14.991
Patinagem** 11.807

 

*) inclui o futsal **) o hóquei patins agrega a maior parte dos federados

temporada 2014/15 foi arrasadora para as águias a todos os níveis e só "pecou" mesmo no andebol porque, de resto, todas as modalidades de pavilhão somaram títulos para o Museu Cosme Damião a um bolo a que se junta o futebol e o atletismo. Neste último, os encarnados sagraram-se pentacampeões de pista; no basquetebol foram tetracampeões; no voleibol o tricampeonato passou a ser uma realidade; no futebol, Jesus levou os seus pupilos a um bicampeonato que não se conhecia há 31 anos; no futsal e hóquei em patins, o título nacional voltou a ser uma realidade. Mas há mais. O Benfica logrou ainda chegar a quatro dobradinhas (só faltou a do futebol) e fixou um recorde nacional ao vencer, na mesma temporada, seis campeonatos em diferentes modalidades, algo que até hoje ninguém havia conseguido.

Em apenas uma época, o Benfica amealhou 20 títulos - distribuídos por seis modalidades - em 30 possíveis, o que representa um aproveitamento de 66,6% do mesmo. Ou seja, o emblema da Luz conquistou dois terços dos troféus que disputou. É obra!

A distância para os rivais no somatório de todas as modalidades é agora maior. O Sporting (venceu três títulos em 2014/15) conta 283 troféus, a uns longínquos 54 dos 337 dos encarnados. Mais afastado está o FC Porto que só contabilizou ganhos no andebol (dois). Os dragões têm agora 221 troféus e estão a 116 do líder deste muito desejado ranking, o Benfica.

De referir, por fim, que a comparação entre os três "grandes" nunca poderá ser em toda a linha porque há secções que já foram extintas pelos clubes e no caso do futsal, esta nunca existiu por parte do FC Porto. O Benfica é a única instituição que compete em todas as modalidades citadas e sempre no primeiro escalão ao contrário de leões e dragões. O Sporting não tem equipa fundada ou a mesma não disputa a primeira divisão em basquetebol e voleibol, o mesmo acontecendo para o FC Porto no caso do atletismo, basquetebol, futsal e voleibol.

Ainda assim, é facilmente verificável que o desempenho dos verde e azuis e brancos ficou abaixo do rival da Luz. O Sporting disputou 20 provas diferentes e venceu três delas, o que representa um rácio de apenas 15 por cento de aproveitamento.


Total de títulos

Modalidade Benfica Sporting FC Porto
Andebol 22 38 36
Atletismo 72 137 2
Basquetebol 74 13 37
Futebol 73 42 70
Futsal 20 22 0
Hóquei em Patins 50 18 61
Voleibol 26 13 15
TOTAL 337 283 221



Domínio verde lá fora

Fora de portas, ou seja, no que respeita a títulos internacionais, a história é outra. O Sporting é o clube português mais títulos no que toca a provas conquistadas de nível europeu e mundial, tendo aumentado esse pecúlio na temporada que agora findou. Os leões de Nuno Lopes lograram alcançar a Taça CERS, em hóquei em patins, chegando ao sexto título na modalidade. No hóquei patinado nacional, é o FC Porto quem "manda" internacionalmente com sete, mais um que o Benfica, que foi apanhado pelo Sporting neste âmbito.

Ao todo, são 23 os títulos internacionais do Sporting divididos por quatro modalidades diferentes. Em andebol, e tendo em conta os três grandes, é o clube de Alvalade o único a ter um título para mostrar: a Taça Challenge em 2009/10. Na década de 60, o canto de Morais foi suficiente para alcançar a Taça das Taças em futebol e, além dos já citados seis troféus em hóquei em patins, é o atletismo que ocupa a maior fatia do bolo de títulos internacionais: são 15 ao todo, a começar pelos 14 títulos da Taça dos Clubes Campeões Europeus de Crosse até ao Campeonato da Europa de Pista, conquistado em 2000.

Modalidade Benfica Sporting FC Porto
Andebol 0 1 0
Atletismo 5 15 0
Basquetebol 1 0 0
Futebol 3 1 7
Futsal 1 0 0
Hóquei em Patins 6 6 7
Voleibol 0 0 0
TOTAL 16 23 14

Autor: Flávio Miguel Silva

http://www.record.pt/modalidades/detalhe/benfica-acentua-hegemonia-como-clube-mais-titulado-em-portugal-955704.html

publicado por Fernando Ramos às 16:54

Outubro 24 2017

Foto de Avelino Dias.

publicado por Fernando Ramos às 20:23

Outubro 22 2017

sol5.jpg É, cada vez mais importante investir em energias alternativas, uma vez que além dos benefícios ambientais, estes são os mais baratos que o crude. Segundo o jornal Publico de 17.08.04, o petróleo, a mais de 40 dólares o barril, torna as energias renováveis muito mais rentáveis, como no caso da poupança de electricidade se for produzida em fontes de energia renováveis. Ora Portugal é um país que não dispõe de petróleo, e isso tem levado a que se gaste elevadas quantias na sua compra a países que o negoceiam. Já estamos atrasados na preparação do país para a substituição de tal combustível. Talvez o petróleo não baixe mais a fasquia dos 40 dólares, e não nos podemos atrasar muito mais, pois cada vez vamos ter o crude mais caro. O nosso país não tem muitas hipóteses de poder continuar acompanhar o crescimento do preço dos barris de petróleo. Portugal é um óptimo país para produzir energias alternativas, especialmente a eólica, e neste momento só produz 350 mw, o que está ainda muito longe do tecto estabelecido de 4500 mw até 2010, havendo mesmo o compromisso, junto de organismos internacionais, que, até esta data estaríamos já com 39% do consumo eléctrico baseado em energias renováveis como é o caso da eólica. Ultimamente não se tem avançado nada na produção desta energia, pois existe há mais de 6 anos licenciamentos para aumentar a produção da mesma e nada tem sido feito nesse sentido. Os projectos eólicos encontram-se bloqueados há anos, só serve os interesses das empresas petrolíferas, e, cada vez mais, somos confrontados com o pagamento de facturas bastante elevadas. Só em 2004 vamos pagar quase mais 30% que em 2003, devido à evolução dos preços desde o inicio do ano, quando na verdade, poderíamos pagar bem menos, dado que temos em alguns casos alternativas para a sua substituição. È inadmissível esta apatia dos últimos governos, o país não ganha nada com isso, e, cada vez mais nos atrasamos em relação aos outros países europeus, como Espanha e França que têm grandes projectos para o desenvolvimento da energia eólica, estando muito mais avançados que nós. Lamentavelmente parece que não há interesse, que Portugal acompanhe a marcha do progresso. Toda a gente sabe que, ao estarmos ‘agarrados’ ao petróleo, os grandes beneficiários não são os portugueses certamente.

publicado por Fernando Ramos às 16:21

Outubro 04 2017

Uma senhora vai à igreja :

-– Padre, tenho um problema! 
– Diz-me minha filha, o que te apoquenta?
– Tenho dois papagaios fêmea, muito bonitas, mas a única coisa que sabem dizer é “Olá, somos putas. Querem divertir-se um bocado?” 
Diz o padre: – Oh minha filha, isso está muito mal, realmente. Mas acho que tenho a solução para o teu problema. Também eu tenho dois papagaios machos aos quais ensinei a ler a Bíblia e a rezar. Vais trazer os teus animais que juntamos na mesma gaiola com os meus. Aprenderão a rezar, a ler a Bíblia e decerto deixarão de dizer asneiras e disparates.
No dia seguinte a senhora chega com os pássaros e repara que os do padre estão concentradíssimos a rezar o terço. Quando colocam as fêmeas na gaiola estas não esperam e como de costume: 
– Olá, somos putas. Querem divertir-se um bocado?
Um dos papagaios do padre pára de rezar e diz para o outro: – Irmão, guarda o terço, Deus ouviu as nossas orações! Chegaram as gajas!!

publicado por Fernando Ramos às 20:07

Setembro 26 2017

Deus tem sempre razão!

 

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem, decidiu conceder-lhes apenas duas virtudes.  Assim :
- Aos Suíços fê-los estudiosos e respeitadores da lei
- Aos Ingleses, organizados e pontuais
- Aos Argentinos, chatos e arrogantes
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados
- Aos Italianos, alegres e românticos
- Aos Franceses, cultos e com charme
- Aos Portugueses, inteligentes, honestos e políticos
O anjo, que secretariava as decisões de Deus, anotou… mas logo de seguida, cheio de humildade, e medo, indagou :
- Senhor, a todos os povos do mundo foram concedidas duas virtudes; porém, aos portugueses, o Senhor enunciou três ! Isto não os fará soberbos em relação aos demais povos da Terra ?
- Muito bem observado, bom Anjo ! Exclamou o Senhor... Isso é verdade !
- Façamos então uma correcção! De agora em diante, os portugueses, povo do meu coração, manterão estas três virtudes, mas… nenhum deles poderá utilizar mais que duas simultaneamente – como os demais povos ! Toma nota…
Assim :
- o que for político e honesto, não pode ser inteligente.
- o que for político e inteligente , não pode ser honesto.
- e o que for inteligente e honesto, não pode ser político !

“Palavra do Senhor”

 

publicado por Fernando Ramos às 18:30

Agosto 10 2017

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Recordações que insistem em olvidar


.
2004 Caso Apito Dourado
É desencadeada, no Porto, a operação «Apito Dourado», com a detenção de 16 pessoas, são cumpridos 58 mandados de buscas, de Bragança a Setúbal, envolvendo dirigentes e árbitros de futebol. Entre os detidos contam-se o então presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e líder da Câmara Municipal de Gondomar, Valentim Loureiro,o dirigente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, Pinto de Sousa e o presidente do Gondomar SC e vice-presidente da Câmara de Gondomar, José Luís Oliveira.
A PJ desloca-se a casa de Pinto da Costa, com mandados de busca e detenção, mas o dirigente portista não está, pois teria sido alegadamente informado previamente da operação. O árbitro Jacinto Paixão é detido no âmbito da investigação de um alegado esquema com prostitutas após o jogo FC Porto-Amadora, bem como Augusto Duarte, José Chilrito e Manuel Quadrado e o empresário António Araújo. São igualmente efectuadas buscas na SAD do FC Porto e Centro de Estágio, em Gaia.
Jacinto Paixão e os assistentes José Chilrito e Manuel Quadrado foram constituídos arguidos pela juíza de instrução Ana Cláudia Nogueira.
O presidente do FC Porto é interrogado pela juíza de instrução Ana Cláudia Nogueira, saindo em liberdade mediante o pagamento de uma caução de 125 mil Euros. Pinto da Costa ficou a saber que está indiciado de cinco crimes: dois de corrupção desportiva activa, dois de tráfico de influências e um de cumplicidade em falsificação de documentos.

publicado por Fernando Ramos às 18:10

Agosto 03 2017

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O Clube que mais tem beneficiado do Poder político e faz crer que os outros é que são beneficiados. Ou seja, são "pobres e mal agradecidos".

 

DITADURA/ESTADO NOVO: 1926-1974 (Parte I)

 

 
Página 9 do Volume I da História dos 50 anos do FC Porto (1906-1956) de António Rodrigues Teles, editada em 1958

Foram Instituição de utilidade pública em 1928 

O Benfica só o seria (e integrado num pacote de mais cinco clubes...32 anos depois) em 1960. Espertos!

Aproveitando-se da afinidades políticas com alguns dos militares que saíram de Braga para fazer o golpe militar para derrubar o poder democrático, em 28 de Maio de 1926, o então presidente do FC Porto (Sebastião Ferreira com apoio de Urgel Abílio Horta, um fascista tenebroso que lhe sucederia ainda em 1928) menos de dois anos após o golpe "mamou" a Utilidade Pública, à socapa de tudo e todos. Só quando Cândido de Oliveira foi treinar o FCP (1952/53 e 1953/54) os clubes de Lisboa ficaram a perceber que o FCP beneficiava de isenções e menos taxas que todos os outros clubes. Poucas instituições, em 1928, eram de utilidade pública pois estas tinham benefícios em termos de impostos e facilidade, para o FCP, em assegurar (e segurar) atletas de várias modalidades. Após insistentes pedidos para existir equidade o Estado Novo permitiu que num pacote de cinco clubes o Benfica conseguisse, em 1960, o que o FC Porto beneficiava desde 1928. 

 

MAS JÁ ANTES "PASSARA" A MÃO PELO(S) PODER(ES)

 

 

Monarquia azul-e-branca

Clube fundado por monárquicos, nacionalistas e anti-republicanos fanáticos não era difícil escolher as cores do equipamento. Azul-e-branco. Aliás branco-e-azul. As cores da Monarquia e de Portugal em 1906. «Nada-de-nada» a ver com os "flanelas vermelhas" de Belém.


 
Páginas 39 do Volume I da História dos 50 anos do FC Porto (1906-1956) de António Rodrigues Teles, editada em 1958

Com a Implantação de República

Esse reaccionarismo latente entre dirigentes e associados levou-os a passar "um mau bocado" após o 5 de Outubro de 1910. Houve mesmo muitos portugueses que recusaram jogar de branco-e-azul pertencendo ao FC Porto. Em 1912/13 perde a Taça José Monteiro da Costa (para a equipa da Associação Académica de Coimbra) e em 1913/14, para o Boavista FC, o primeiro campeonato regional organizado pela Associação de Futebol do Porto. E em 1917/18 mais um Regional perdido para o Sport Porto e Salgueiros (depois SC Salgueiros). Só em 1939/40 voltaria a perder um Regional do Porto, para o Leixões SC. Em baixo uma equipa só de ingleses. Os únicos que aceitavam o carácter monárquico de um clube num pais que era uma República. Da esquerda para a direita. Em cima: Webber, Watson, Kendall, Albert, Brugmann e Charles; Dutton, Jones, Jansen, Caw e Harrisson. Um onze que defrontou, e perdeu por 0-1, em 23 de Abril de 1911, o clube de Bordéus (La Vie au Grand Air du Médoc).   


 
Páginas 43 do Volume I da História dos 50 anos do FC Porto (1906-1956) de António Rodrigues Teles, editada em 1958


DITADURA/ESTADO NOVO: 1926-1974 (Parte II)





Não houve nenhum outro clube em Portugal que tivesse um estádio praticamente todo feito com dinheiros do Estado

Com o pretexto que havia o Estádio Nacional (perto de Lisboa) e o estádio 28 de Maio em Braga, feitos com dinheiros públicos e a cidade do Porto não tinha nenhum, os portistas não desistiram de conseguir contrapartidas financeiras e de procedimentos que permitissem abandonar o caduco, inaugurado em 1912, Campo da Constituição (nem era um estádio) substituindo-o por um estádio moderno e funcional. Como o FCP tinha dirigentes bem colocados no aparelho do Estado Novo (ministros como Augusto Pires de Lima e deputados como Urgel Abílio Horta (clicar para a ficha de deputado da União Nacional) ) e outros bem conotados com o fascismo, como os médicos Ângelo César Machado (clicar para as fichas de deputado da União Nacional (I, II e III) e (VII) além de Cesário Bonito, conseguiram sacar muito dinheiro ao Estado (principalmente através do ministro das Obras Públicas, eng.º Frederico Ulrich), utilizar a Câmara Municipal (vem de longe "a mama" até... Rui Rio) para expropriar terrenos e “aligeirar” procedimentos. Mas…em vez deste blogue, quem melhor para contar o que se passou que transcrever parte da História dos 50 anos (1906 – 1956) do FC Porto da autoria de António Rodrigues Teles, um notável historiador do seu clube que na actualidade, por ser rigoroso, honesto e verdadeiro, está proscrito. Espertos!

 

 
Páginas 1090 e 1091 do Volume III da História dos 50 anos do FC Porto (1906-1956) de António Rodrigues Teles, editada em 1958

DITADURA/ESTADO NOVO: 1926-1974 (Parte III)

 

 
Destes onze Magriços, com sete futebolistas do "Glorioso", apenas três jogaram pela selecção nacional no estádio da Luz e só depois de 1971. Mas "fartaram-se" de jogar em Alvalade, Antas e até no Restelo! Os três são: Simões (2 jogos), Jaime Graça (1 jogo) e Eusébio (três jogos na Luz, mas sem golos, ou seja nunca marcou golos por Portugal no "seu" estádio). 
Portugal não ia à Luz, mas jogou... 37 vezes em "casa", em Portugal

 

A selecção nacional jogou oito vezes no estádio portista antes de se estrear no estádio do Benfica.

E nesses oito jogos utilizou em dois deles, sete futebolistas do Benfica e noutros dois mais seis jogadores seleccionados enquanto futebolistas do "Glorioso". Ter "em casa" alguns dos melhores futebolistas do Mundo nos anos 60 ainda que a jogar pela selecção nacional. Espertos!

 

A Selecção Nacional esteve 54 anos sem jogar num estádio do Benfica

A Selecção Nacional estreou-se em 18 de Dezembro de 1921, mas nunca jogou nos nossos estádios em Benfica (Quinta de Marrocos, inaugurado em 11 de Novembro de 1917), nas Amoreiras (inaugurado em 13 de Dezembro de 1925) e no Campo Grande (inaugurado em 5 de Outubro de 1941). Na Luz, inaugurado em 1 de Dezembro de 1954, só em 1971, 17 anos depois desse dia memorável em 1954. E cinco décadas e meia depois da selecção nacional ter feito o primeiro jogo, em Madrid, frente à congénere espanhola. Mas ignorando o “Glorioso” e ignorada pelos Benfiquistas, apesar de estarmos representados sempre com futebolistas, por vezes sendo o clube com mais jogadores, as “altas individualidades da Nação” e os dirigentes federativos da selecção nacional sentiam-se mais “confortáveis” noutros estádios, alguns destes pouco acima de... campos.

 

O estádio da Luz viveu grandes tardes e noites europeias com jogos entre clubes, mas nunca com a Selecção Nacional

Na década de 60, com o Benfica a dominar o futebol europeu, com cinco presenças em oito anos na final da Taça dos Clubes Campeões Europeus, a Luz tornou-se um estádio mítico, mas a selecção nacional na Luz… nem vê-la! O maior estádio português, os adeptos mais fiéis, o local em Portugal onde “caíam” grandes equipas de clubes míticos, onde se jogavam quartos-de-finais e meias-finais da principal competição europeia de clubes, este espaço desportivo esteve ausente – 17 anos - das escolhas para os jogos, em Portugal, da selecção nacional de futebol. Mesmo com selecções nacionais “atestadas" de Benfiquistas: oito (em 11) futebolistas do Benfica em quatro jogos; cinco com sete; seis com seis; e nove com cinco! (ver Quadro) São 24 selecções, com cinco ou mais jogadores do SLB que, apesar de tantos futebolistas, nunca jogaram no estádio da Luz. Uma vergonha!

 

     OS 37 JOGOS DA SELECÇÃO NACIONAL “EM CASA” ENTRE
     1.Dezembro.1954 E 17.Fevereiro.1971 (JOGOS POR ESTÁDIO)

Estádio

T

Futebolistas do SLB utilizados em cada jogo

E. Nacional

23

1

4

1

4

5

5

4

3

4

6

8

7

6

8

6

7

6

5

5

5

7

0

5

     

Antas

8

2

4

7

5

7

6

6

2

         

José Alvalade

4

3

2

8

5

                 

Restelo

1

8

                       

L. Marques

1

5

                       

 

Os grandes futebolistas bicampeões europeus NUNCA jogaram no estádio da Luz

O Bicampeonato Europeu, ainda único em Portugal, foi conquistado em 1960/61 e 1961/62. Mas, nem antes nem depois dessa extraordinária proeza, o nosso Coluna, José Águas, Germano, Cavém, Santana, Cruz, José Augusto ou Costa Pereira, por exemplo, jogaram com as “quinas” na Luz. Durante, anos e anos, foram impedidos de actuar, por Portugal, na Luz. Deprimente. Entretanto a selecção nacional, entre a inauguração do estádio da Luz e a estreia neste Estádio, ou seja entre 1954 e 1971, jogou 37 encontros em Portugal, incluindo oito nas Antas (FCP) e quatro em Alvalade (SCP). Estádios muito mais pequenos e sem grande tradição e expressão internacional. De onde eram seleccionados muito menos jogadores e de inferior qualidade. Mas... na Luz… zero! Uma vergonha! Nesses 27 jogos, Coluna participou em 23, capitão em sete, marcando cinco golos; José Augusto em 20, quatro como capitão e três golos; Eusébio jogou 18 encontros (um a capitão), com 13 golos (6 jogos e 3 golos nas Antas e dois jogos e um golo em Alvalade). Mas nunca foram jogar, nem eles nem ninguém, pela selecção nacional ao “seu estádio”!

 

Os media começaram a fazer pressão para a selecção jogar na "Saudosa Luz" pois era o estádio com maior lotação

E responsabilizavam a FPF de não ter apurado a selecção (3.ª classificada) em 1966, nem para o europeu de 1968 e muito menos para o Mundial de 1970 (com mais países europeus a jogar a fase final que nos Europeus). Ao contrário de todas as outras federações que nos jogos decisivos faziam jogar as suas selecções nos maiores estádios. A estreia na Luz ocorreria em 21 de Abril de 1971 numa vitória, por 2-0, com a selecção da Escócia, na fase de apuramento (falhada) para o Campeonato da Europa em 1972, com a fase final realizada na Bélgica, com a final entre a RFA (Alemanha) e a URSS (Rússia), com vitória alemã, por 3-0. 

 

DITADURA/ESTADO NOVO: 1926-1974 (Parte IV)




Três-a-zero em finais da Taça de Portugal

O FC Porto já disputou três finais da Taça de Portugal "em casa" perdendo duas. O Benfica nunca disputou nem quis ter essa vantagem. Mesmo o Sporting CP disputou uma final no seu estádio (do Lumiar), em 1937/38, derrotando por 3-1, o Benfica. O FC Porto jogou a final em 1960/61 (D 0-2; Leixões SC), 1976/77 (V 1-0; SC Braga) e 1982/83 (D 0-1; frente ao SL Benfica). Levar finais para o seu estádio das Antas para ficar mais perto de as vencer.  Espertos! 

 

Se o ridículo envergonhasse...

Em 1960/61 o futebol português criou uma das suas maiores vergonhas. Sem contar que o Benfica disputasse os quartos-de-final da Taça dos Clubes Campeões Europeus quanto mais ser finalista, o calendário fez coincidir uma eliminatória da Taça de portugal precisamente no dia da final em Berna, em 31 de Maio de 1961 (clicar). Pois ainda fizeram o "favor" de passar o jogo em Setúbal para o dia seguinte, 1 de Junho de 1961. Assim todos puderam ver na televisão o Benfica derrotar, por 3-2, em Berna, o FC Barcelona. No dia seguinte quando os 16 melhores futebolistas viajavam de Berna disputou-se o jogo, frente ao Vitória FC, em que o "Glorioso" (com um misto de reservistas e juniores) foi eliminado (clicar(clicar). A chegada tardia (oito da noite) da Suíça foi noticiada em 2 de Maio. Depois do jogo em Setúbal (clicar)!

DEGRADAÇÃO DA DEMOCRACIA (1994/95 e seguintes...)


Com a implantação da Democracia continuaram sem ganhar

Entre 1974/75 e 1983/84 (dez temporadas) conquistaram dois títulos: 1977/78 e 1978/79. Quando Portugal se tornou um Regime de corruptos e corrupção - que é ainda hoje - aproveitaram-se e passaram a dominar o Futebol Português. Espertos!


COMPARATIVO DE 20 ANOS ENTRE 1974/75 e 2013/14

Época

SLB

FCP

Época

SLB

FCP

CN

TP

CN

TP

CN

TP

CN

TP

74/75

21

 

 

 

94/95

 

 

14

 

75/76

22

 

 

 

95/96

 

26

15

 

76/77

23

 

 

8

96/97

 

 

16

 

77/78

 

 

6

 

97/98

 

 

17

13

78/79

 

 

7

 

98/99

 

 

18

 

79/80

 

19

 

 

99/00

 

 

 

14

80/81

24

20

 

 

00/01

 

 

 

15

81/82

 

 

 

 

01/02

 

 

 

 

82/83

25

21

 

 

02/03

 

 

19

16

83/84

26

 

 

9

03/04

 

27

20

 

84/85

 

22

8

 

04/05

31

 

 

 

85/86

 

23

9

 

05/06

 

 

21

17

86/87

27

24

 

 

06/07

 

 

22

 

87/88

 

 

10

10

07/08

 

 

23

 

88/89

28

 

 

 

08/09

 

 

24

18

89/90

 

 

11

 

09/10

32

 

 

19

90/91

29

 

 

11

10/11

 

 

25

20

91/92

 

 

12

 

11/12

 

 

26

 

92/93

 

25

13

 

12/13

 

 

27

 

93/94

30

 

 

12

13/14

33

28

 

 

TOT

10

7

8

5

TOT

3

3

14

8

 

Não tem nada que saber

Quanto mais próximos do 25 de Abril de 1974 mais Democracia implica mais Benfica. Dez campeonatos nacionais (mais dois que o FC Porto) e sete Taças de Portugal (mais três que o FC Porto). depois com a corrupção do Poder, principalmente do autárquico e mais tarde do bancário em que foram os banqueiros que assaltaram os bancos dos quais eram donos, mas dos edifícios. O dinheiro estava à sua guarda...não era deles. Com os vigaristas a mandarem em Portugal o portismopintista é "peixinho na água".



 

Eis o clube verdadeiramente Nacional-Portista. Heil Pinto!

 

Alberto Miguéns

NOTA FINAL (mas que é sobre o primeiro): O FC Porto ficou órfão desde cedo (aí, nós Benfica tivemos mais sorte, embora esta desse muito trabalho como habitualmente). José Monteiro da Costa era um senhor de grande qualidade que tombou do mundo dos vivos muito cedo. Foi o principal impulsionador do FC Porto, em 2 de Agosto de 1906, mas adoeceu subitamente no início de Janeiro de 1911 e faleceu ainda nesse mês a 30! Com 29 anos! Não merecia que em 1988 decidissem fazer revisionismo e riscá-lo como fundador. É que ele não foi um dos fundadores (como Cosme Damião). Foi o principal fundador. Foi dele a ideia de passar o "Grupo de Destino" (de comes-e-bebes, piqueniques e fazer corsos carnavalescos) a um dos mais importantes clubes portugueses. O FCP desde 1911, neste dia 2 de Agosto, anualmente, fazia romagem de honra e agradecimento ao cemitério de Agramonte onde o seu principal fundador está sepultado. Em 1989 deixou de constar!


 

 

 

publicado por Fernando Ramos às 20:19

Agosto 03 2017

ADEP.png

 

publicado por Fernando Ramos às 12:20

Agosto 01 2017

Foto de Manuel Jacob.

 

Um árabe cheio de sede atravessava o deserto há várias horas quando ao longe vislumbrou uma banca. Na esperança de lá ter água, acelerou o passo. Uma hora depois chega finalmente e aproxima-se: - Boa tarde, tem água? - Não, a única coisa que tenho são gravatas para venda. - Gravatas? Quem é que compra isso no deserto?? - Olhe que estão em promoção, cinco euros cada uma. - Quer comprar? - Claro que não! Estou cheio de sede e o que eu queria era água! - Tenho aqui umas que combinam com a sua túnica... - Não quero nada disso, já disse! Quero é matar a sede. - OK. Mas olhe, depois daquela duna ali, se virar para Oeste encontra um oásis a cerca de 4km. - A sério?! - Garantido! - Então vou-me pôr a caminho. Passadas cinco horas e já rente à noitinha, o árabe volta ao local da banca das gravatas: - Então, encontrou o oásis? - Encontrei. - Então? - O cabrao do porteiro diz que não se pode entrar sem gravata....

publicado por Fernando Ramos às 21:00

Junho 28 2017

 

 

MAIS DE 750 TÍTULOS DESDE 1904 – EM 113 ANOS DE HISTÓRIA

FUTEBOL – 79

ANCEBOL – 37

ATLETISMO – 129

BASQUETEBOL – 84

FUTSAL – 32

HOQUEI PATINS – 70

GINÁSTICA – 9

BOXE – 4

BILHAR – 44

JUDO – 3

LUTAS OLIMPICAS – 11

NATAÇÃO – 10

PATINAGEM ARTISTICA – 1

POLO AQUÁTICO – 1

RAGUEBY – 48

PAINTBALL – 7

TAEKWONDO – 2

TENIS MESA – 58

TRIALTO – 4

VOLEIBOL 40

ACTIVIDADES SUBMARINAS – 3

AUTOMOBILISMO – 4

BADMINTON – 24

CICLISMO – 25

HALTEROFILISMO – 2

HOQUEI EM CAMPO – 5

PATINAGEM DE VELOCIDADE – 13

TENIS – 15

TIRO – 3

TIRO COM ARCO – 6

XADREZ – 15

JORNAL BENFICA DE 24.2.2017

 

MODALIDADES EM ACTIVIDADE SEM TITULOS

CAMPIMO – CANOAGEM – GOLFE – HPKIDO –

KARATÉ – KICBOKING – KUNG FU – MMA

MUAY THAI – PESCA DESPORTIVA

MODALIDADES SEM TITULOS

DAMAS-CICLOTURISMO/BTT-ESGRIMA

FUTEBOL PRAIA-HIPISMO-KARTING

MOTOCICLISMO – PENTALTO MODERNO

SURFF - VELA

 

  1. JORNAL BENFICA DE 24.2.2017

 

publicado por Fernando Ramos às 16:32

Junho 18 2017

 

DIGAM LÁ SE PORTUGAL NAÕ É UM GRANDE PAÍS?

 

Coisas que o mundo inteiro deveria aprender com Portugal

26/11/2016, 

 

Portugal é um país muito mais equilibrado do que a média e é muito maior do que parece. Acho que o mundo seria melhor se fosse um pouquinho mais parecido com Portugal.

Dentre as coisas que mais detesto, duas podem ser destacadas: ingratidão e pessimismo. Sou incuravelmente grata e otimista e, comemorando quase 2 anos em Lisboa, sinto que devo a Portugal o reconhecimento de coisas incríveis que existem aqui- embora pareça-me que muitos nem percebam.

Não estou dizendo que Portugal seja perfeito. Nenhum lugar é. Nem os portugueses são, nem os brasileiros, nem os alemães, nem ninguém. Mas para olharmos defeitos e pontos negativos basta abrir qualquer jornal, como fazemos diariamente. Mas acredito que Portugal tenha certas características nas quais o mundo inteiro deveria inspirar-se.

Para começo de conversa, o mundo deveria aprender a cozinhar com os portugueses. Os franceses aprenderiam que aqueles pratos com porções minúsculas não alegram ninguém. Os alemães descobririam outros acompanhamentos além da batata. Os ingleses aprenderiam tudo do zero. Bacalhau e pastel de nata? Não. Estamos falando de muito mais. Arroz de pato, arroz de polvo, alheira, peixe fresco grelhado, ameijoas, plumas de porco preto, grelos salteados, arroz de tomate, baba de camelo, arroz doce, bolo de bolacha, ovos moles.

Mais do que isso, o mundo deveria aprender a se relacionar com a terra como os portugueses se relacionam. Conhecer a época das cerejas, das castanhas e da vindima. Saber que o porco é alentejano, que o vinho é do douro. Talvez o pequeno território permita que os portugueses conheçam melhor o trajeto dos alimentos até a sua mesa, diferente do que ocorre, por exemplo, no Brasil.

O mundo deveria saber ligar a terra à família e à história como os portugueses. A história da quinta do avô, as origens trasmontanas da família, as receitas típicas da aldeia onde nasceu a avó. O mundo não deveria deixar o passado escoar tão rapidamente por entre os dedos. E se alguns dizem que Portugal vive do passado, eu tenho certeza de que é isso o que os faz ter raízes tão fundas e fortes.

O mundo deveria ter o balanço entre a rigidez e a afeto que têm os portugueses.

De nada adiantam a simpatia e o carisma brasileiros se eles nos impedem de agir com a seriedade e a firmeza que determinados assuntos exigem. O deputado Jair Bolsonaro, que defende ideias piores que as de Donald Trump, emergiu como piada e hoje se fortalece como descuido no nosso cenário político. Nem Bolsonaro nem Trump passariam em Portugal. Os portugueses- de direita ou de esquerda- não riem desse tipo de figura, nem permitem que elas floresçam.

Ao mesmo tempo, de nada adianta o rigor japonês que acaba em suicídio, nem a frieza nórdica que resulta na ausência de vínculos. Os portugueses são dos poucos povos que sabem dosar rigidez e afeto, acidez e doçura, buscando sempre a medida correta de cada elemento, ainda que de forma inconsciente.

Todo país do mundo deveria ter uma data como o 25 de abril para celebrar. Se o Brasil tivesse definido uma data para celebrar o fim da ditadura, talvez não observássemos com tanta dor a fragilidade da nossa democracia. Todo país deveria fixar o que é passado e o que é futuro através de datas como essa.

Todo idioma deveria carregar afeto nas palavras corriqueiras como o português de Portugal carrega. Gosto de ser chamada de miúda. Gosto de ver os meninos brincando e ouvir seus pais chama-los carinhosamente de putos. Gosto do uso constante de diminutivos. Gosto de ouvir “magoei-te?” quando alguém pisa no meu pé. Gosto do uso das palavras de forma doce.

O mundo deveria aprender a ter modéstia como os portugueses -embora os portugueses devessem ter mais orgulho desse país do que costumam ter. Portugal usa suas melhores características para aproximar as pessoas, não para afastá-las. A arrogância que impera em tantos países europeus, passa bem longe dos portugueses.

O mundo deveria saber olhar para dentro e para fora como Portugal sabe. Portugal não vive centrado em si próprio como fazem os franceses e os norte americanos. Por outro lado, não ignora importantes questões internas, priorizando o que vem de fora, como ocorre com tantos países colonizados.

Portugal é um país muito mais equilibrado do que a média e é muito maior do que parece. Acho que o mundo seria melhor se fosse um pouquinho mais parecido com Portugal. Essa sorte, pelo menos, nós brasileiros tivemos.

 

Ruth Manus é advogada e professora universitária e assina um blogue no Estado de São Paulo,

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Fernando Ramos às 22:26

Junho 07 2017

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publicado por Fernando Ramos às 18:50

Março 24 2017

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publicado por Fernando Ramos às 20:20

Fevereiro 24 2017

Foto de Vaca H RodaNDO.

publicado por Fernando Ramos às 18:17

Fevereiro 08 2017

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publicado por Fernando Ramos às 19:44

Janeiro 04 2017

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publicado por Fernando Ramos às 19:27

Dezembro 21 2016

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publicado por Fernando Ramos às 13:01

Dezembro 17 2016

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publicado por Fernando Ramos às 22:11

Dezembro 14 2016

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publicado por Fernando Ramos às 20:05

Novembro 30 2016

matar o bicho.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 18:47

Novembro 22 2016

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publicado por Fernando Ramos às 22:11

Outubro 28 2016

 

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publicado por Fernando Ramos às 20:03

Outubro 27 2016

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publicado por Fernando Ramos às 12:06

Outubro 16 2016

por a mao.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 11:22

Outubro 14 2016

 

O médico chinês e o advogado...
Um médico chinês veio para Portugal e, como não conseguia encontrar colocação em nenhum hospital, resolveu abrir um consultório e pôs esta placa na porta:
"Consulta: €20,00. Reembolso de €100,00 se não ficar curado."
Um advogado viu a placa e entrou no consultório, determinado a ganhar facilmente os €100,00.
Advogado: "Perdi o sentido do paladar."
Chinês: "Enfelmeila, tlaga o lemédio da caixinha 22 e pingue 3 gotas na boca do paciente."
Advogado: "Credo, isto é petróleo!"
Chinês: "Palabéns, lecupelou o seu paladal. Deve-me €20,00."
O advogado ficou irritado mas pagou e voltou alguns dias depois para recuperar o dinheiro.
Advogado: "Perdi a memória e não me lembro de nada."
Chinês: "Enfelmeila, tlaga o lemédio da caixinha 22 e pingue tlês
gotas na boca do paciente."
Advogado: "Mas aquilo é petróleo. Deu-me isso da última vez para
recuperar o paladar."
Chinês: "Palabéns, você lecupelou a sua memólia. Deve-me €20,00."
O advogado, furioso, pagou ao chinês e voltou uma semana mais tarde, determinado a ganhar os €100,00.
Advogado: "A minha vista está muito fraca e não consigo ver nada com nitidez."
Chinês: "Bem, eu não tenho nenhum lemédio pala isso. Tem aqui uma nota de €100,00."
Advogado: "Mas isso é uma nota de €20,00!"
Chinês: "Palabéns, está culado! Deve-me mais €20,00."

publicado por Fernando Ramos às 19:36

Outubro 12 2016

FRANCES.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 20:48

Outubro 09 2016

2 alentejanos.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 18:58

Outubro 05 2016

NO EXERCITO.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 18:34

Setembro 29 2016

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publicado por Fernando Ramos às 20:18

Setembro 28 2016

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publicado por Fernando Ramos às 20:11

Setembro 23 2016

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publicado por Fernando Ramos às 18:45

Setembro 22 2016

 

 

Assunto encerrado: Dados oficiais fornecidos pela Autoridade Tributária e projecção da receita calculada pela TSF.

43.488 proprietários, 0,2% das famílias e uma narrativa destruída num segundo. Foi desmontado o truque. Assunto encerrado.

Mas não esqueceremos o que se passou na imprensa ao longo dos últimos dias. E agora a questão que se coloca é: vai José Gomes Ferreira - que ainda ontem, na edição da noite, desmentia estes números hoje confirmados pela Autoridade Tributária - retratar-se e pedir desculpa por lançar um pânico infundado na sociedade e por contaminar, dessa forma, a opinião pública?

Foto de Os truques da imprensa portuguesa.
publicado por Fernando Ramos às 18:50

Setembro 09 2016

3 bebados.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 19:23

Setembro 08 2016

 

PENUGEM.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 22:11

Agosto 31 2016

aumento salarial.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 18:17

Agosto 24 2016

VENTRILOQUO - Cópia.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 19:08

Agosto 04 2016

vinho - Cópia.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 12:25

Agosto 03 2016

zulmira.jpg

 

 

publicado por Fernando Ramos às 12:23

Agosto 02 2016

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publicado por Fernando Ramos às 19:03

Julho 28 2016

ze.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 12:33

Julho 28 2016

velorio.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 11:01

Julho 27 2016

compade.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 19:44

Julho 27 2016

avo - Cópia.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 10:56

Julho 23 2016

bar alentejano.png

 

publicado por Fernando Ramos às 00:55

Julho 21 2016

manos - Cópia.png

 

publicado por Fernando Ramos às 16:42

Julho 19 2016

 

ALENTEJANO E AMIGOS

 

- Ontem à noite fiz amor com a minha mulher quatro vezes seguidas - disse o algarvio - e de manhã ela fez um delicioso crepe e disse que me amava muito.
- Ah, ontem à noite fiz amor com a minha seis vezes - resposta do lisboeta - e de manhã ela fez uma deliciosa omeleta e disse que eu era o homem da vida dela.
Como o alentejano ficou calado, o algarvio perguntou:
- Quantas vezes é que fez amor com a sua mulher ontem à noite, compadre ?
- Uma - respondeu o alentejano.
- Ah, ah, ah! Só uma - exclamou o lisboeta! E de manhã, o que é que ela disse ?
- Nã pares!
publicado por Fernando Ramos às 19:08

Julho 16 2016

 

O AGRICULTOR

 

Um agricultor tinha muitos porcos. Certo dia, alguém apareceu e perguntou ao homem:

- O que é que dá de comer aos seus porcos?

Responde o agricultor:

- Ora, dou-lhes restos. Porquê?

Respondeu o outro indivíduo:

- Porque eu sou da Associação para a Proteção dos Animais. O senhor não alimenta os seus animais como deve ser, de modo que vou ter que o autuar.

Passados uns dias, outra pessoa aparece e pergunta ao homem:

- O que é que dá de comer aos seus porcos?

O agricultor, com medo de ser novamente autuado, decidiu por outra resposta:

- Eu?! Eu trato-os muito bem! Dou-lhes salmão, caviar… Porquê?

- Porque eu sou das Nações Unidas. Sabe, não é justo os seus porcos comerem tão bem quando há tanta gente a morrer de fome por esse mundo fora. Vou ter que o autuar.- Respondeu o homem.

O agricultor fica mesmo aborrecido. Passados mais uns dias, aparece outra pessoa que faz novamente a mesma pergunta:

- O que é que você dá de comer aos seus porcos?

O agricultor hesita um bocado e finalmente diz:

- Olhe… Não lhes dou nada… Entrego cinco euros a cada e cada um vai comer o que quiser!

publicado por Fernando Ramos às 18:47

Julho 16 2016

freira.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 16:41

Julho 14 2016

Quatro pacientes estão reunidos.
O terapeuta pede que todos se apresentem, digam qual é sua actividade e que comentem porque a exercem.

O primeiro diz: Chamo-me Francisco, sou médico porque me agrada tratar da saúde e cuidar das pessoas.

O segundo apresenta-se:
Chamo-me Ângelo. Sou arquitecto porque me preocupa a qualidade de vida das  pessoas e como vivem.

A terceira diz:
Chamo-me Maria e sou lésbica. Sou lésbica porque adoro mamas e rabos femininos e fico louca só de pensar em fazer sexo com mulheres.

Faz-se um silêncio...

Então o Alentejano diz:
Eu cá sou o Manel Jaquim e até há pouco achava que era pedreiro, mas... acabo de descobrir que afinal sou mas é lésbica.

publicado por Fernando Ramos às 18:46

Julho 13 2016

 

 


O avião militar subiu até à altitude conveniente para o efeito. O capitão paraquedista chamou então o recruta alentejano que ia saltar pela primeira vez de paraquedas. E o capitão explicou-lhe:

- É tudo muito simples. Vejo que já estás equipado com o paraquedas nas costas. Então, quando a porta lateral do avião for aberta, tu aproximas-te dela, abres as pernas e os braços, contas até dez, pausadamente, e atiras-te para o espaço. Quando fores no ar, contas até cinco e puxas a argola direita que está no equipamento. Se, por acaso, essa argola não acionar a abertura do paraquedas, tens uma argola de emergência, no lado esquerdo. Puxa-a! Depois, quando chegares ao solo, no círculo assinalado, estará uma bicicleta que montarás para chegares ao quartel.

O alentejano aguardou, então, pelo momento próprio e, à ordem de saltar, voou para o espaço. Contou até dez e depois puxou a argola da direita. Nada! O paraquedas não abriu! Rapidamente, puxou a argola do lado esquerdo… e nada! O paraquedas continuou fechado!

Já em queda livre, diz o pobre do alentejano:

- Querem ver que, agora, também não está lá a bicicleta?!

 

publicado por Fernando Ramos às 18:54

Julho 13 2016

 

sardinha macho

 


UMA PATROA chama a sua empregada e diz-lhe:
- Vá ao mercado e compre sardinha macho.
A empregada lá foi mas correu Seca e Meca para achar o pretendido mas sem resultado. Resolve então passar num supermercado e pega em duas latas de sardinha. Já em casa a patroa questiona-a:
- Eu pedi sardinhas macho e você traz-me 2 latas de sardinha????
- Minha senhora no mercado não havia. Então trouxe-lhe estas latas porque dizem "sardinha com tomate"

publicado por Fernando Ramos às 18:50

Julho 12 2016

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publicado por Fernando Ramos às 16:39

Julho 10 2016

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publicado por Fernando Ramos às 16:39

Julho 10 2016

ANEDDOTA - Cópia.png

 

publicado por Fernando Ramos às 16:38

Julho 10 2016

surdo - Cópia.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 16:36

Julho 09 2016

3 filhos - Cópia.png

 

publicado por Fernando Ramos às 20:11

Junho 10 2016

 

 

Disseram-te que a cebola faz bem à saúde? Mas isto não te contaram… E tens que saber!

Quase de certeza que te disseram que a cebola faz bem à saúde e ao corpo, certo? Mas não te disseram tudo o que devias saber!

Pouco se publica dos milagres que a cebola faz ao nosso corpo. Mas também a “pobre” cebola não pode ser patenteada nem tem departamento de marketing para fazer lhe fazer publicidade e para falar bem dela… E como é algo de baixo custo, não convém dar a conhecer a verdade sobre ela.

Mas hoje vamos dar à cebola o espaço que ela merece: o de um alimento poderoso e com incrível atividade medicinal.

A cebola é um tesouro da natureza, uma guerreira forte quando se trata de lutar contra inúmeras doenças e ajudar nosso organismo a funcionar.

Ela tem fortes propriedades anti-inflamatórias e fortalece o sistema imunológico.

A cebola é rica em enxofre, o que explica a sua atividade antisséptica e antibiótica no corpo.

Este maravilhoso vegetal oferece uma abundância de antioxidantes, como a quercetina, muito importante para combater os radicais livres e preservar a saúde.

A cebola ajuda a tratar doenças respiratórias devido à sua característica de limpeza e anti-inflamatória.

Além disso, é ótima para:

  • curar doenças cardiovasculares

  • tratar artrite

  • regular os níveis de colesterol

  • ajudar a controlar o diabetes devido ao seu teor de enxofre e de flavonoides

Como usar a cebola para tratar doenças

Há milhares de anos, a cebola têm sido utilizada como um remédio para o tratamento de inúmeras doenças.

A seguir vais conhecer dicas sobre como aproveitar ao máximo esta dádiva da natureza.

  • 1. Cólicas

A cebola é comumente usada em crianças que sofrem de cólicas.

Receita: Use fatias de cebola e ferva em água. Deixe arrefecer o líquido e coe. Dê a seu bebé com uma colher (chá) da bebida a cada hora até que os sintomas desapareçam.

  • 2. Dissolver congestão no peito

Receita: misture uma cebola triturada com um pouco de óleo de coco extra-virgem. Formar uma pasta e usá-lo para aplicar no peito. Colocar uma toalha em cima dele e vestir uma camisa. Mantenha até aquecer. Quando isso ocorrer, remova a toalha e enxaugue.

  • 3. Infecções de ouvido e dor de ouvido

Receita: pique uma cebola e coloque dentro de uma meia (quanto mais fina a meia, melhor). Feche a meia com um nó e coloque-a no ouvido afetado. Prenda a meia com um chapéu ou uma tiara. Remover quando a dor desaparecer.

  • 4. Tosse

Receita: corte a cebola em rodelas. Coloque essas rodelas num pote largo, arrumando assim: uma fatia de cebola, uma camada de açúcar mascavado, outra fatia de cebola, outra de açúcar mascavado, e assim sucessivamente, terminando com uma camada de açúcar. Tape o pote para evitar a presença de formigas e outros insetos e deixe descansar por uma noite. No outro dia, encontrará o frasco com um líquido da cor do mel, e este líquido é o xarope.

A dose é uma colher (chá) do xarope de 3 em 3 horas.

cebola_saude

  • 5. Cortes

Use a pele transparente da cebola para parar de sangrar instantaneamente. Além disso, vai ter benefícios antissépticos e protegerá a pele.

  • 6. Febre

Receita: Fatie a cebola em pedaços muito finos. Misture-os com óleo de coco extra-virgem e use isso para massajar o fundo dos seus pés. Coloque algumas fatias de cebola nos arcos dos pés e prenda-as com plástico aderente. Calce meias e deixe a cebola durante toda a noite.

Este remédio é um ótimo desintoxicante também.

  • 7. Purificar o ar

Método: Coloque as fatias de cebola na casa em diferente áreas. Isso vai permitir a limpeza do ar e destruir todas as bactérias e os vírus que estão a circular no ar da casa.

  • 8. Vómitos

Receita: Fatie uma cebola e cubra com gaze. Esprema para extrair o sumo. Prepare uma xícara de chá de hortelã e deixe arrefecer. Tome duas colheres (chá) de sumo de cebola. Após 5 minutos, tome duas colheres (chá) do chá frio de hortelã. Espere 5-10 minutos e tome o sumo de cebola novamente.

Repita o tratamento até que os sintomas desaparecem. Demora cerca de 20 minutos para controlar a vontade de vomitar.

  • 9. Furúnculos e hemorragias

Coloque uma rodela de cebola crua sob o local do furúnculo e enfaixar ou colocar esparadrapo – deixar de um dia para o outro.

O furúnculo sairá completamente e vai ficar um buraco no local, que fechará em pouco tempo.

Também pode usar a cebola de muitas outras maneiras diferentes, incluindo:

  • Esfregar cebola sobre a pele para evitar picadas de insetos

  • Esfregar cebola sobre o couro cabeludo para acelerar o crescimento do cabelo

  • Colocar a cebola na roupa como uma proteção contra as traças

  • Pulverizar sumo de cebola para manter as plantas protegidas de pragas e insetos

  • Limpar o ferro de passar roupas com fatias de cebola para evitar ferrugem

  • Usar fatias de cebola para limpar objetos de vidro

publicado por Fernando Ramos às 11:47

Junho 07 2016

 

Éramos 10

Éramos dez...
Amigos? talvez...
Mas um zangou-se
E afastou-se...

Éramos nove...
Peace and love...
Um foi para a guerra,
Despediu-se da terra...

Éramos oito...
Qual o mais afoito?
Um foi para longe,
Viver como monge...

Éramos sete...
Mascávamos chiclete...
Um casou
e nunca mais voltou...

Éramos seis...
Parecíamos reis...
Um quis ser imperador,
acabou desertor...

Éramos cinco...
Trajados com afinco...
Um virou modelo
Nunca mais pudemos vê-lo...

Éramos quatro,
(mas que é que rima com quatro?)
Um nas droga se meteu
E assim pereceu...

Éramos três,
Falávamos inglês,
Um atravessou o mar
E por lá quis ficar...

Éramos dois,
Companheiros, pois...
Mas a vida é assim
Tudo tem um fim...

Sobrei eu...

publicado por Fernando Ramos às 19:34

Maio 31 2016

 

 

 

regualmento

 

Depois de conhecida a sentença do antigo vice presidente do Sporting, Paulo Pereira Cristóvão, a questão que fica é:

Como na altura o condenado era vice-presidente do Sporting, o clube não terá de ser penalizado? Claro que sim e os regulamentos da Federação Portuguesa de Futebol dizem isso mesmo. Apesar do processo ter sido arquivado, o mesmo pode ser reaberto depois de conhecida a sentença no tribunal Civil e punir o clube em que Paulo Pereira Cristóvão era vice-presidente. Independentemente do clube ter ou não conhecimento do que Paulo Pereira Cristóvão andava a planear, o clube de Alvalade é responsável pela actuação dos seus dirigentes, representantes, funcionários e colaboradores, bem como qualquer funcionário a si vinculado. Assim está no artigo nº 55 dos regulamentos da FPF, assim terá de ser cumprido para que seja feita justiça.

 

Segundo a condenação de Paulo Pereira Cristóvão, o Sporting foi ilibado por considerarem que o vice presidente já estaria na “exorbitância de funções”. Sendo assim, então um funcionário ou colaborador do clube, se estiverem em final de contrato pode tentar corromper árbitros que nada acontece ao clube. Assim vai a justiça.

Hugo Gil e Benfica

 

publicado por Fernando Ramos às 19:26

Janeiro 22 2016

 

O Benfica Também Tem Pré-História

E UMA DAS DATAS MAIS SIGNIFICATIVAS PODE SER COMEMORADA HOJE. 118 ANOS DEPOIS DE 1898. PRÉ-HISTÓRIA PARA LÁ DA HISTÓRIA GLORIOSA.

benfica pre historia.jpg

 

 

 

A equipa da Real Casa Pia de Lisboa em 1897. Da esquerda para a direita. Em cima: António Couto (2.º), Emílio Carvalho (3.º), Silvestre Silva (5.º), Januário Barreto (6.º), José Neto (7.º) e Francisco Santos (8.º); Em baixo, no centro: Pedro Guedes, capitão (por isso é o "dono da bola"). Estes sete jogaram no "Glorioso". Depois temos ainda. Em cima: João Cambraia (1.º) e Raul Carapinha (4.º). Em baixo: João Pedro (1.º) e Bruno do Carmo (3.º)

 

Em 1898, o dia 22 de Janeiro foi um “dia perfeito” para o futebol português no século XIX (talvez seja melhor escrever, futebol disputado em Portugal).

 

Feriado Municipal

Era o dia de São Vicente e foi a um sábado, dia de trabalho do nascer ao pôr-do-sol durante centenas de anos. Ou seja, como era feriado municipal em Lisboa não foi dia de trabalho, permitindo jogar frente aos ingleses que – mesmo em Portugal - aos sábados só trabalhavam de manhã (a chamada “semana inglesa” que quando eu era criança significava para um português, ter um bom emprego. Ou dito "à portuguesa", um emprego em vez de um trabalho). Os ingleses reservavam a tarde de sábado para actividades lúdicas e recreativas que antecediam o dia do Senhor, com a reflexão religiosa de Domingo.

 

Os ingleses de Carcavelos

Em Portugal jogava-se futebol, entre portugueses, “quando calhava” em meia dúzia dos 52 domingos do ano, excepto em Carcavelos onde se praticava com regularidade, mas pelos ingleses, desde que estes tiveram a concessão para instalarem o Cabo Submarino, em 1870, escolhendo Carcavelos (Quinta Nova) para estabelecerem a ligação entre Malta e Londres, mais tarde para Nova Iorque com passagem pelo Faial.Para saber mais clicar.

 

 

O “Campeonato” improvisado

A fama da qualidade do jogo praticado pelos ingleses depressa fez furor entre os poucos portugueses interessados pelo futebol. Começaram a formar-se grupos de portugueses (ou mistos de portugueses com estrangeiros) que se defrontavam, primeiro do Campo Pequeno, depois da construção da Praça de Touros, nas Terras do Desembargador, às Salésias, em Belém para “se afamarem” e ser-lhes concedida a honra de jogarem em Carcavelos. Ou seja, desafiarem os ingleses e estes aceitarem o desafio, pois preferiam jogar entre eles a ter de defrontar grupos que não lhes oferecessem resistência. Para saber mais clicar



 
Uma questão de honra. Ser aceite, pelos ingleses, para jogar na Quinta Nova era "um título". Valia bem uma fotografia para mostrar que era verdade. O mesmo local na actualidade. 125 anos separam as duas fotografias

 

Casapianos bons de bola

Nos anos 90 do século XIX formou-se um bom grupo de jogadores na Real Casa Pia de Lisboa, atrás do Mosteiro dos Jerónimos. A fama que granjearam permitiu-lhes deslocarem-se à Quinta Nova, em Carcavelos, passam hoje 118 anos, defrontar os ingleses e aplicar-lhes uma derrota que foi histórica. Um grupo só de portugueses, casapianos, provava em pleno campo inglês que era possível derrotar os “inventores” do Foot-Ball. Para saber mais clicar

 

 
A equipa da Real Casa Pia de Lisboa em 1895. Da esquerda para a direita. Em cima (avançados): Emílio  de Carvalho (2.º) meia-ponta-direita, Silvestre Silva (3.º), avançado-centro, António Couto (4.º), meia-ponta-esquerda. Ao centro, sentados em cadeiras, (defesa-direito, guarda-redes e defesa-esquerdo): Pedro Guedes (2.º), guarda-redes, capitão (por isso é o "dono da bola") e Januário Barreto (3.º). Em baixo (médios): Daniel Queirós dos Santos (2.º), médio-centro. Estes casapianos jogaram no "Glorioso". Apenas cinco não jogaram no Clube: João Pedro (ponta-direita), Raul Carapinha (ponta-esquerdo), João Lourenço (defesa-direito), João Cambraia (médio-direito) e Bruno do Carmo (médio-esquerdo)

 

Para ver o original clicar

 

O Benfica e os ingleses

O “Glorioso” teve origem no bom desempenho dos miúdos do Belém Foot-Ball Club (ou Grupo dos Catataus) reforçados com casapianos experientes que no final de 1903 mostraram ter muita qualidade. O que os tornava semelhantes aos “Heróis do 22 de Janeiro de 1898”? Serem só portugueses. Entre muitas decisões que levaram à fundação do nosso clube uma foi, sem dúvida, permitir criar um clube que conseguisse singrar no futebol. Que formasse equipas que pudessem, um dia, num futuro próximo, derrotar os ingleses. E assim foi. Em 10 de Fevereiro de 1907, mais de nove anos depois da proeza dos casapianos seria o Sport Lisboa a infligir nova derrota aos ingleses, precisamente no mesmo local, em Carcavelos. Que estavam invencíveis desde esse tal dia que assinalamos hoje: 22 de Janeiro de 1898. Honra ao Glorioso! O clube que passou, em Portugal, o Foot-Ball a Futebol.




Para ver o original clicar

Outro jornal:



 

Legendagem feita com a ajuda do inexcedível Victor João Carocha. Por isso completamente fiável. Obrigado

1º nível (atrás), esquerda para a direita: David da Fonseca, Emílio de Carvalho, Cândido Rosa Rodrigues, Marcial Freitas e Costa, Fortunato Levy e, atrás, Carlos França;

2º nível: Manuel Mora;

3º nível: Daniel Queiroz dos Santos, Albano dos Santos, António Couto e José da Cruz Viegas;

4º nível (à frente): Manuel Gourlade;

Arbitro ou adepto: desconhecido. 

 

É assim o Benfica. Mesmo que na “Pré-História”…

 

Alberto Miguéns

 

NOTAS FINAIS:

  1.    O feriado municipal de 22 de Janeiro foi abolido com a implantação da República, bem como todos os feriados religiosos, nacionais ou municipais. Como os portugueses têm a "pancada" dos feriados, logo em 12 de Outubro (sete dias depois do 5 de Outubro) passaram a vigorar apenas cinco feriados. Os municípios teriam de escolher um dia que tivesse a ver com o município mas que não fosse religioso. Lisboa passou a ter o dia 10 de Junho. Dia de Camões. Evocando o dia em 1880 quando os Republicanos fazem a primeira grande demonstração de força perante a Monarquia durante as comemorações do Tricentenário da morte do Poeta dos Poetas (clicar para saber mais). Quando a revolução do 28 de Maio de 1926 triunfa, repõe os feriados religiosos, o 31 de Janeiro é abolido (substituído algum tempo pelo 28 de Maio) e altera os nomes para os que existem actualmente. E cria um novo feriado nacional, o 10 de Junho, Dia de Camões, da Raça e do Império. Os lisboetas reclamaram que todos os municípios tinham um feriado "só deles" e Lisboa não! Depois de umas "conversas" chegou-se à conclusão que regressar ao 22 de Janeiro não era boa ideia. Era preferível escolher um dia de Verão. Optou-se pelo 13 de Junho. Três dias depois do 10 de Junho. No entanto São Vicente (22 de Janeiro) continua padroeiro de Lisboa embora esta comemore o Santo António! Feriados Municipais no Inverno não era boa ideia! Antes no Verão! E assim ficou. Esta história pode estar mal contada - e não está - mas também mesmo que estivesse, não é para isto que este blogue serve! O que é certo é que o Feriado em Lisboa que começou em 22 de Janeiro acabou em 13 de Junho!

 

 

  1.  No jogo em 10 de Fevereiro de 1907 jogaram, pelo "Glorioso" três casapianos que já tinham jogado, em 22 de Janeiro de 1898, há 118 anos, pela Real Casa Pia de Lisboa: Emílio de Carvalho, António Couto e Daniel Queirós dos Santos. Ambos os jogos na Quinta Nova, em Carcavelos, frente ao Carcavellos Foot-Ball and Cricket Club e com duas vitórias, separadas por nove anos e quase um mês. À Benfica!

 

      
     A nossa estreia no futebol (1 de Janeiro de 1905) foi com uma equipa que contava com Pedro Guedes, António Couto, Emílio Carvalho e Silvestre Silva, ou seja, quatro casapianos de 22 de Janeiro de 1898.



 
Composição elaborada com base nas notícias acima publicadas e na entrevista de Silvestre Silva


          Para terminar em beleza, eis a equipa-tipo de 1904/05.


 
   Da esquerda para a direita. De cima para baixo. Componentes da defesa e meia-defesa (actual meio-campo): José Cruz Viegas (defesa à direita), Manuel Mora (guarda-redes),Fortunato Levy (meio-defesa à direita), Albano dos Santos (meio-defesa ao centro) ,António Couto (meio-defesa à esquerda) e Emílio de Carvalho (defesa à esquerda); na frente, como da praxe, a linha de cinco avançados, do ponta-direito ao ponta-esquerdo:António Rosa Rodrigues, Silvestre da Silva (o capitão transporta a bola do jogo), Cândido Rosa Rodrigues, José Rosa Rodrigues e Carlos França. A vermelho os casapianos de 1898!

 

publicado por Fernando Ramos às 21:48

Dezembro 17 2015

corrupçao sporting 2015.jpg

 

 

Benfica Supremo

·

PARA QUÊ PALAVRAS... MAS....
Para um IGNÓBIL como o B.C. fica aqui um pouco do que se passou para lhe avivar a memória curta e inútil que tem...
CASO CARDINAL... ou já se esqueceu? ISTO SIM É CORRUPÇÃO OU TENTATIVA como queiram chamar...

«O antigo VICE-PRESIDENTE DO SPORTING, Paulo Pereira Cristóvão, foi pronunciado para ir a julgamento. Em causa o processo referente ao árbitro auxiliar José Cardinal.
(...) Em causa está o processo referente ao árbitro José Cardinal que viu ser-lhe depositada na sua conta bancária uma quantia de dois mil euros dias antes de um jogo entre Marítimo e Sporting.

Este caso foi desencadeado com o envio de uma carta anónima a denunciar um alegado suborno ao árbitro assistente José Cardinal, nomeado para um jogo entre o Sporting e o Marítimo, em abril de 2012, carta essa que o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, faria chegar à PJ, depois da mesma lhe ter sido entregue pelo presidente dos "leões", Godinho Lopes.

Na sequência da investigação da PJ, foram constituídos arguidos, além de Paulo Pereira Cristóvão, um ex-funcionário deste, Rui Martins, suspeito de ter feito, no Funchal, o depósito de dois mil euros na conta bancária do árbitro assistente José Cardinal, e a secretária do dirigente leonino, Liliana Caldeira, que terá, alegadamente, comprado a passagem de avião para aquele viajar até à Madeira.

No entanto, a acusação do MP incide apenas sobre dois arguidos, o que significa que um deles, Rui Martins ou Liliana Caldeira deixaram de o ser, ou mesmo ambos.

De resto, essas investigações policiais conduziram à acusação agora deduzida pelo MP da prática de outros crimes por parte de Paulo Cristóvão e de um sócio gerente de uma sociedade comercial não identificado, quando numa fase inicial das investigações estava em causa, aparentemente, apenas o crime de denúncia caluniosa qualificada, decorrente do depósito de dois mil euros na conta bancária do árbitro assistente José Cardinal.»
(in JN)

ACTO PRATICADO NA ALTURA PELO VICE PRESIDENTE DO SPORTING... NESTA ALTURA JÁ DEVERIAM ESTAR NA DIVISÃO DISTRITAL À MUITO TEMPO... TENHAM VERGONHA...

publicado por Fernando Ramos às 18:57

Setembro 05 2015

paulo coelho-2.gif Vou contar-te uma história- disse Zedka.- Um poderoso feiticeiro, querendo destruir um reino, deitou uma poção mágica no poço onde todos os seus habitantes bebiam. Quem bebesse aquela água ficaria louco. Na manhã seguinte, a população inteira bebeu, e todos enlouqueceram, menos o rei- que tinha um poço só para si e para a sua família, onde o feiticeiro não conseguira entrar. Preocupado, ele tentou controlar a população com uma série de medidas de segurança e saúde pública: mas os polícias e inspectores tinham bebido a água envenenada, e acharam um absurdo as decisões do rei, resolvendo não as respeitar de modo nenhum. Quando os habitantes daquele reino tiveram conhecimento dos decretos, ficaram convencidos de que o soberano enlouquecera, e agora escrevia coisas sem sentido. Aos gritos, foram até ao castelo e exigiram que renunciasse. Desesperado, o rei prontificou-se a deixar o trono, mas a rainha impediu-o, dizendo: «Vamos agora até à fonte, e beberemos também. Assim, ficaremos iguais a eles». E assim foi feito: o rei e a rainha beberam a água da loucura, e começaram imediatamente a dizer coisas sem sentido. Na mesma hora, os seus súbditos arrependeram-se: agora que o rei mostrava tanta sabedoria, porque não deixá-lo a governar o país? O país continuou em paz, embora os seus habitantes se comportassem de maneira muito diferente da dos seus vizinhos. E o rei pôde governar até ao final dos seus dias”. Veronika decide Morrer (anda na net)

publicado por Fernando Ramos às 21:49

Setembro 05 2015

CARTA DE UM ESCRITOR AFRICANO ANÓNIMO

 

Meu irmão branco,
Quando nasci, eu era negro.
Quando cresci, eu era negro.
Quando apanho sol, eu fico negro.
Quando estou com frio, eu fico negro.
Quando estou com medo, eu fico negro.
Quando estou doente, eu fico negro.
Quando eu perco a coragem, eu fico negro.
Quando morrer, eu ficarei negro.
 
  
E você homem branco,
Quando nasceu, era rosa.
Quando cresceu, era branco.
Quando apanha sol, fica vermelho.
Quando tem frio, fica roxo.
Quando está com medo, fica branco.
Quando está doente, fica verde.
Quando perde a coragem, fica amarelo.
Quando morrer, ficará cinzento.
 
  
Depois de tudo isto, homem branco, você ainda tem a lata de me chamar homem
de cor!...
 
 

Recebi este comentário que passo;

dado desconhecer o autor da CARTA DE UM ESCRITOR AFRICANO

 

Comentário:
Nada a questionar em relação ao significado do texto, mas o mesmo tem um autor, chama-se Lamont Humphrey e é a letra de um tema you call me colored(Fucking nerve). Cumps RS

publicado por Fernando Ramos às 20:15

Agosto 18 2015

** O CICLO DO SUCESSO **

Não esqueça de Compartilhar e vamos Ajudar mais Pessoas a terem Sucesso na Vida!!!!

publicado por Fernando Ramos às 22:43

Março 27 2015

4 catolicos.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 19:49

Março 27 2015

gotoza.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 19:38

Março 25 2015

AZAR DO NEGRO.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 19:32

Março 25 2015

GALO VELHO.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 19:05

Fevereiro 25 2015

 

ane.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 13:12

Fevereiro 03 2015

 

 

Finda a venda da cortiça, um lavrador alentejano resolve ir "visitar" uma "casa de alterne" e acabou, como era inevitável, num quarto com três "meninas".

 

Só que, inesperadamente um polícia irrompe pelo quarto e grita:


- O que é que se passa aqui, quem são vocês?


Diz uma delas:
-Eu sou cabeleireira.


Diz a outra:
-Eu sou manicure.


Por fim, diz a terceira:
-Eu sou pedicure.

 


Diz o alentejano espantado:
-"Maaauuu!!...Atão nã querem lá ver que a puta aqui sou eu!!!???"

 

publicado por Fernando Ramos às 21:50

Janeiro 14 2015

1º ministro.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 20:56

Dezembro 29 2014

ANEDOTAS DE ESCRITÓRIO

 



1. DE EMPREGADO A EMPREGADO:

- Soubeste que faleceu o chefe?
- Sim, mas queria saber quem faleceu com ele.
- Por que é que tu perguntas?
- Não leste o anúncio posto pela empresa? Dizia: "...e com ele foi-se um grande trabalhador...!

2. DE CHEFE PARA EMPREGADO

- Este é o quarto dia que você chega tarde esta semana.
Que conclusão tira disso?
- Que hoje é quinta-feira...

3. DE EMPRESÁRIO PARA EMPRESÁRIO:

- Como consegues que os teus empregados cheguem pontuais ao trabalho?
- Simples, tenho 30 empregados, mas só 20 estacionamentos....

4. EMPREGADO:

Enquanto o meu chefe finge que me paga um bom salário, eu finjo que  trabalho muito.

5. DO CHEFE PARA A SECRETÁRIA:

- Quem te disse que podes passar o dia a dar voltas sem trabalhar, só porque tivemos uma relação??
- O meu advogado...

6. DO CHEFE DO PESSOAL AO ASPIRANTE:

- Aqui procuramos um empregado que não negue nenhum tipo de trabalho duro e que nunca fique doente.
- OK, vou ajudá-lo a procurar um...!!!

7. CHEFE:

- António, já sei que o seu salário não é suficiente para casar-se…, mas algum dia você ainda me vai agradecer.

8. DO EMPREGADO PARA O CHEFE:

- Chefe, posso sair duas horas antes?
A minha mulher quer que eu a acompanhe a fazer compras.
- De nenhuma maneira!
- Obrigado chefe!, eu sabia que podia contar consigo..!!!

9. UMA VEZ NUMA INSPECÇÃO

Dois inspectores fiscais chegam a uma casa e perguntam:
- O seu nome?
- Adão.
- A sua esposa?
- Eva.
- Incrível! Por acaso a serpente também vive aqui...?!?
- Sim, um momento.
Sogra, estão à sua procura!!!

publicado por Fernando Ramos às 21:23

Dezembro 21 2014

anedota cavalo.jpg

 

publicado por Fernando Ramos às 19:39

Dezembro 10 2014

O mundo - Excursões 3D

 

 PASSATEMPO PARA CENTENAS DE HORAS.....talvez para as longas noites de inverno!!!!!
 Viajar sem nos movermos ! ...
Com música, ou sem música !!! 
  
CATARATAS DEL IGUAZÚ:
 
GRAN CAÑÓN DEL COLORADO USA:

 BRYCE CANYON, COLORADO RIVER SAN JUAN RIVER UTAH USA:

 TORRES PETRONAS KUALA LUMPUR MALASIA:

 VENECIA ITALIA:

 CHICAGO ILLINOIS USA

 PARÍS FRANCIA:

 PIRÁMIDES DE GIZA EN EGIPTO:

 ISLA SANTORINI EN GRECIA:
 
TAJ-MAHAL AGRA INDIA
 
SWAMINARAYAN AKSHARDHAM NUEVA DELHI INDIA:
 
CRISTO DEL CORCOVADO RÍO DE JANEIRO BRASIL:
 
ESTAMBUL TURQUÍA:
 
TORRE DE PISA ITALIA:

 MANHATTAN NEW YORK USA (DÍA Y NOCHE):

 PAGODA SHWEDAGON MYANMAR:
 
GOLDEN GATE BRIDGE SAN FRANCISCO USA:
 
ESTATUAS MOAI ISLA DE PASCUA CHILE:
 
SAN PETERSBURGO RUSIA:

 MOSCÚ KRELIN RUSIA:
BAHÍA HALONG VIETNAM:
 
SALTO DEL ANGEL CANAIMA VENEZUELA:
 
LOS 12 APÓSTOLES AUSTRALIA:
 
CATARATAS VICTORIA FRONTERA ZAMBIA-ZIMBABWE

 HONG KONG:
 
BANGKOK TAILANDIA:
 
HIMALAYA NEPAL:
 
TORONTO CANADÁ Y NIÁGARA FALLS:

 KOTOR MONTENEGRO:
 
ANGKOR Y TA-PROHMCAMBOYA:
 
SYDNEY AUSTRALIA:
 
MACHU PICCHU PERÚ:

 CIUDAD DEL VATICANO:
 
COLISEUM ROMA ITALIA:

 LAS VEGAS DE NOCHE USA:

 CIUDAD DEL CABO SUDAFRICA:

 MOERAKI NUEVA ZELANDA:

 BUKHARA UZBEKISTAN:
 
MONO LAKE CALIFORNIA USA:

 DUBAI CITY:

 ISLANDIA:
 
CASTILLO NEUSCHWANSTEIN ALEMANIA:
 
HOLANDA AMSTERDAM:
publicado por Fernando Ramos às 17:50

Dezembro 03 2014

 

Continuo de boca aberta. Já não só pelo que fizeram, mas a forma sem vergonha como o dizem?!! Deus nos guarde. É demais.

Acontece...

 

Eu também quero ser verbo de encher

Nada atormenta os advogados das “senhas de presença” em tanto conselho de administração – "senhas" para eles moverem as suas influências, que no fundo é a razão profunda por que lhes pagam

Desde hoje de manhã que estou de boca aberta. Não sei se conseguirei fechá-la tão depressa. Tudo porque li uma entrevista como há muito, muito tempo, não lia algo de semelhante: a de Nuno Godinho de Matos ao jornal i.

Perguntarão: quem é Nuno Godinho de Matos? Pois é um advogado de Lisboa que era, até ao mês passado, administrador não executivo do Banco Espírito Santo. Uma busca na internet rapidamente nos indica que, além disso, foi fundador do Partido Socialista, trabalha há décadas com Daniel Proença de Carvalho, é actualmente vice-presidente da Ordem dos Advogados e foi durante muitos anos membro da Comissão Nacional de Eleições, lugar a que renunciou por ter representado nas últimas eleições autárquicas Moita Flores. Alguém de múltiplos talentos que, quero crer, falará com conhecimento de causa.

E o que nos diz ele nessa entrevista? Primeiro conta como se tornou administrador não executivo do BES. O convite chegou-lhe por via de um amigo de Ricardo Salgado com uma única justificação: era de boa política “incluir no conselho de administração alguém ligado à resistência ao antigo regime, de esquerda, e que não fosse profissional da actividade política”. Tão só, mais nada. Godinho de Matos ainda terá dito que “sabia tanto de bancos como de calceteiro, embora goste de calçadas”, mas Ricardo Salgado, que o convidou para um jantar na sede do BES, “teve a gentileza de dar as respostas que as pessoas educadas dão e dizer que não era assim”.

Conversa feita, lugar assumido. Durante seis anos Nuno Godinho de Matos foi administrador “independente”, não executivo, do banco. Com o mesmo estatuto e a mesma remuneração de outra advogada, Rita Amaral Cabral (companheira de Marcelo Rebelo de Sousa).

Vamos agora saber o que fazia Godinho de Matos naquele conselho. A resposta objectiva é: nada. Não sou eu que digo, é o próprio: “Em seis anos nunca abri a boca, entrava mudo e saía calado. Bem como todos os restantes administradores.” A própria existência desses conselhos de administração alargados é, diz Godinho de Matos, “um pró-forma”: “É algo que tem de existir para ratificar as deliberações nas questões fundamentais tomadas pela comissão executiva.” Mais: “os administradores não executivos são um detalhe, um acessório na toalete de uma senhora”.

Para um “acessório” Nuno Godinho de Matos até achava que saía “barato” ao BES, pois só recebiam senha de presença: líquido, uns “2400 euros por reunião”, 10 a 12 mil por ano. Pena que os documentos depositados na CMVM contem outra história, pois revelam que recebeu, brutos, 42 mil euros. É como eu digo: para “verbo de encher” assim, eu também eu gostava. Sobretudo com a insustentável leveza do que vem a seguir, isto é, o achar que é tudo culpa do Banco de Portugal, da CMVM e dos auditores. O administrador não executivo nunca viu nada, nunca ouviu nenhum dos rumores que circulavam por Lisboa, nunca se interrogou sobre as notícias dos jornais, nunca se incomodou com as emendas às declarações de IRS de Ricardo Salgado, nunca achou, numa palavra, que pudesse haver algo que perturbasse a serena rotina das suas “senhas de presença”.

Nada disto seria demasiado importante – afinal, quem é Nuno Godinho de Matos? – se não fosse revelador sobre a forma como as coisas funcionam. Godinho de Matos era um “acessório” a quem valia a pena pagar senhas de presença não porque desse contributos relevantes nas reuniões em que participava, mas porque compunha o ramalhete de ter alguém “de esquerda” e, como tantos outros advogados que há em idênticas funções em dezenas, centenas de conselhos de administração, ajudava a “abrir portas”. Não sei se alguma vez o fez, nem isso é importante: afinal ele aceitava fazer parte da estratégia de Ricardo Salgado, uma estratégia que, nesta mesma entrevista, define como motivada pelo desejo de poder. Mais exactamente, “o poder social e o financeiro”. Ora, como ele explica, ter uma estratégia de “preservação do poder” não tem nada de mesquinho ou de egoísta, com também faz questão de sublinhar – é, no seu ponto de vista, exactamente a mesma motivação de qualquer político.

Este fundador do PS que diz que gostaria de ter um governo chefiado por um Vítor Gaspar é alguém que aparentemente lida bem com estas coisas do poder e do dinheiro, ou não tivesse trazido em tempos, do Luxemburgo, uma mala com dinheiro dos socialistas europeus para entregar a Mário Soares. Nada disso o atormenta.

Como nada atormenta os advogados das “senhas de presença” em tanto conselho de administração – “senhas” para eles moverem as suas influências, que no fundo é a razão profunda por que lhes pagam, actuação que para eles é tão natural como beber água. Que entretanto caia um edifício do tamanho do BES também nunca será nada com que percam uma noite de sono (a não quando lhes congelam as contas, a única queixa que Godinho de Matos agora parece ter) – a culpa será sempre de outros.

Eu, confesso, continuo de boca aberta.

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publicado por Fernando Ramos às 21:24

Novembro 15 2014

Dependendo da posição...

Segundo estudos recentes:

Em pé, fortalece a coluna;
de cabeça baixa, estimula a circulação do sangue;
de barriga para cima é mais prazeroso;
sozinho, é estimulante, mas egoísta;
em grupo, pode até ser divertido;
no banho, pode ser arriscado;
no automóvel, é muito perigoso...
com frequência, desenvolve a imaginação;
entre duas pessoas, enriquece o conhecimento;
de joelhos, o resultado pode ser doloroso...

Mas sobre a mesa ou no escritório,
antes de comer ou depois da sobremesa,
sobre a cama ou na rede,
nus ou vestidos,
sobre o sofá ou no tapete,
com música ou em silêncio,
entre lençóis ou no "closet":

sempre é um ato de amor e de enriquecimento.

Não importa a idade, nem a raça, nem a crença, nem o sexo,
nem a posição socio económica...

...Ler é sempre um prazer!!!...


DEFINITIVAMENTE,

LER LEVA A DESFRUTAR DA IMAGINAÇÃO...

E VOCÊ ACABOU DE EXPERIMENTAR ESSE FACTO...


VÁ PROCURAR UM LIVRO!

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Dependendo da posição...Segundo estudos recentes: Em pé, fortalece a coluna;de cabeça baixa, estimula a circulação do sangue;de barriga para cima é mais prazeroso;sozinho, é estimulante, mas egoísta;em grupo, pode até ser divertido;no banho, pode ser arriscado;no automóvel, é muito perigoso...com frequência, desenvolve a imaginação;entre duas pessoas, enriquece o conhecimento;de joelhos, o resultado pode ser doloroso... Mas sobre a mesa ou no escritório,antes de comer ou depois da sobremesa,sobre a cama ou na rede,nus ou vestidos,sobre o sofá ou no tapete,com música ou em silêncio,entre lençóis ou no "closet":sempre  é um ato de amor e de enriquecimento.Não importa a idade, nem a raça, nem a crença, nem o sexo,nem a posição socio económica... ...Ler é sempre um prazer!!!... DEFINITIVAMENTE,LER LEVA A DESFRUTAR DA IMAGINAÇÃO...E VOCÊ ACABOU DE EXPERIMENTAR ESSE FACTO... VÁ PROCURAR UM LIVRO! *********************************************************************
publicado por Fernando Ramos às 19:10

Novembro 11 2014

Alentejanos É esta raça que ainda vai salvar o País.

  

GENIAL

É esta raça que ainda vai salvar o País.

                                    


A RAÇA DO ALENTEJANO
Como é um alentejano? 
É, assim, a modos que atravessado.
nem é bem branco, nem preto, nem castanho, nem amarelo, nem vermelho....
E também não é bem judeu, nem bem cigano.
Como é que hei-de explicar?
É uma mistura disto tudo com uma pinga de azeite e uma côdea de pão.

Dos amarelos
, herdámos a filosofia oriental, a paciência de chinês e aquela paz interior do tipo "não há nada que me chateie";
dos pretos
, o gosto pela savana, por não fazer nada e pelos prazeres da vida;
dos judeus
, o humor cáustico e refinado e as anedotas curtas e autobiográficas;
dos árabes
, a pele curtida pelo sol do deserto e esse jeito especial de nos escarrancharmos nos camelos;
dos ciganos
, a esperteza de enganar os outros, convencendo-os de que são eles que nos estão a enganar a nós;
dos brancos
, o olhar intelectual de carneiro mal morto;
e dos vermelhos, essa grande maluqueira de sermos todos iguais.

O alentejano, como se vê, mais do que uma raça pura, é uma raça apurada.
 
Ou melhor, uma caldeirada feita com os melhores ingredientes de cada uma das raças.
Não é fácil fazer um alentejano.
Por isso, há tão poucos.

É certo que os judeus são o povo eleito de Deus.
Mas os alentejanos têm uma enorme vantagem sobre os judeus:

n
unca foram eleitos por ninguém, o que é o melhor certificado da sua qualidade.

Conhecem, por acaso, alguém que preste que já tenha sido eleito para alguma coisa?
Até o próprio Milton Friedman reconhece isso quando afirma que
«as qualidades necessárias para ser eleito são quase sempre o contrário das que se exigem para bem governar».

E já imaginaram o que seria o mundo governado por um alentejano?

Era um descanso
..

 

publicado por Fernando Ramos às 17:55

Novembro 10 2014

E andámos nós a ler aquela “lista telefónica”…

 

              
“Os Maias” de Eça de Queirós para quem não gosta de ler ou não tem tempo
 

 Era uma vez um gajo chamado Carlos, que vivia numa casa tão grande que levava p’raí umas vinte páginas a dizer como é que era. Quem gosta de imobiliário, tem aqui um petisco, porque aquilo tem assoalhadas grandes e boas e, pronto, mas p’ra mim não serve, que eu imóveis só com a fotografia, que às vezes um gajo é artista a escrever e depois uma pessoa vai a ver a casa e não tem nada a ver com o que imaginou.

 

Portanto, o gajo chama-se Carlos e o pai matou-se quando ele era pequeno, porque a mulher fugiu com um italiano e levou a filha que eles também tinham e… e ele matou-se, não faz sentido, porque o que não falta p’raí são gajas. Ora o puto fica com o avô e tal, vai crescendo e torna-se um gajo fino, bem vestido e que vai a boas festas.

 

Às tantas vê uma gaja e pensa: “Ui, que gaja tão boa!” e p’raí na página 400 começam a ir para a cama os dois e andam aí umas boas 200 páginas, pim, pim, troca e vira e agora nesta casa e agora naquela e pumba e… só que às tantas vem um gajo e diz: “-Eh pá, olha que a moça é tua irmã!” e o Carlos fica “eh pá, isso não pode ser, que nojo!” de maneiras que dá-lhe só mais duas ou três trolitadas e vai dar uma volta ao mundo, para espairecer, e acaba tudo em bem porque, ao menos, não tiveram filhos. Porque se tivessem eram, de certeza, meio tantans, babavam-se, como o meu primo Zé Luís, que os pais também eram parentes.
 
ENSINAMENTOS DA OBRA

 

1 – Tu nunca sabes o que é que os teus pais andaram a fazer, porque eles, em princípio, nasceram primeiro do que tu, de maneiras que, quando conheces uma gaja o melhor é dizer: “Oh menina, o seu passaporte se faz favor, nunca fiando, que eu gosto de fazer tudo certinho!”

 

2 – Outra coisa que o Eça de Queirós ensina é que às vezes mais vale um gajo ser cão, porque eu tive um cão, que era o Patusco e o gajo não respeitava nada, nem ninguém, era irmãs, era a mãe, era tudo a eito e não era nada com ele.
 

 

 

publicado por Fernando Ramos às 19:15

Novembro 10 2014
 
 
 
 
 
 
 
 

Um artigo brilhante neste país lusitano .... Esta jornalista vai acabar os seus dias no Hospital Magalhães de Lemos, ou com um tiro fatal.

A Ditadura Democrática Portuguesa elimina os que pensam e promove os Burros.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa
(POR CLARA FERREIRA ALVES)
Não admira que num país assim emerjam cavalgaduras, que chegam ao topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, (Olá! camaradas Sócrates...Olá! Armando Vara...), que usem dinheiros públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face a um público acrítico, burro e embrutecido.

Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, em governação socialista, distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora continua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido.

Para garantir que vai continuar burro o grande "cavallia" (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo, e o país será o pátio de recreio dos mafiosos.

A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção.

Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros.

Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado.
Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que, nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os criminosos ou quantos crimes houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituamo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.

Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?

Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que aconteceu? Alguns até arranjaram cargos em organismos da UE.

Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol, milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda, coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade.
Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.

Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

Clara Ferreira Alves - "Expresso"
publicado por Fernando Ramos às 17:39

Novembro 05 2014

 

 

COMO OS JAPONESES ESTÃO A DAR DESTINO AOS SACOS DE PLÁSTICO...
 


FAVOR REPASSAR

 
      Olhem os japoneses ! Incrível !
      Pelo inusitado da notícia - que não foi divulgada por nenhum grande
      meio de comunicação, dada a importância da mesma no contexto atual,
      repasso a vocês.
      Vejam o filme: vale a pena.
      Sendo o plástico dejrivado de petróleo, agora podemos inverter !
      Uma máquina para processar plástico, podendo ser separado em gasolina,
      óleo diesel ou petróleo.
      Os sacos plásticos dos supermercados vão valer ouro...
      O plástico regressa ao petróleo de onde veio.
      Engenho e perseverança japonesa.
      Ainda bem que há sempre alguém que consegue inventar algo que ajuda a
      reparar o que estragamos...
      O som é todo em japonês. Basta assistir lendo as legendas em inglês.
      Mesmo para quem não perceber japonês ou inglês, vale a pena assistir.
      Grande descoberta !

     http://www.flixxy.com/convert-plastic-to-oil.htm

publicado por Fernando Ramos às 16:46

Novembro 03 2014

 

Poema aos homens constipados - António Lobo Antunes

Pachos na testa, terço na mão,
Uma botija, chá de limão,
Zaragatoas, vinho com mel,
Três aspirinas, creme na pele
Grito de medo, chamo a mulher.
Ai Lurdes que vou morrer.
Mede-me a febre, olha-me a goela,
Cala os miúdos, fecha a janela,
Não quero canja, nem a salada,
Ai Lurdes, Lurdes, não vales nada.
Se tu sonhasses como me sinto,
Já vejo a morte nunca te minto,
Já vejo o inferno, chamas, diabos,
Anjos estranhos, cornos e rabos,
Vejo demónios nas suas danças
Tigres sem listras, bodes sem tranças
Choros de coruja, risos de grilo
Ai Lurdes, Lurdes fica comigo
Não é o pingo de uma torneira,
Põe-me a Santinha à cabeceira,
Compõe-me a colcha,
Fala ao prior,
Pousa o Jesus no cobertor.
Chama o Doutor, passa a chamada,
Ai Lurdes, Lurdes nem dás por nada.
Faz-me tisana e pão de ló,
Não te levantes que fico só,
Aqui sozinho a apodrecer,
Ai Lurdes, Lurdes que vou morrer
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António Lobo Antunes - Sátira aos HOMENS quando estão com gripe
in Letrinhas de Cantigas (canções) 2002

 

publicado por Fernando Ramos às 09:33

Novembro 02 2014

PRÓS AMERICANOS


31 Razões para viver em Lisboa: 31
Os jornalistas do site norte-americano Global Post estão fascinados com a cidade de Lisboa. O deslumbramento é tal que decidiram escrever um artigo com 31 razões para se viver na capital portuguesa, a segunda mais antiga da Europa.

1. Clima: “Há mais sol do que em Madrid, Roma ou Atenas”, lê-se no site. Mas a grande vantagem, segundo os jornalistas, é que há sempre uma brisa vinda do Atlântico que funciona como ‘ar condicionado natural’.
2. Cervejaria Ramiro: O melhor sítio para comer marisco, refere o artigo.
3. Praia: Está a apenas 20 minutos de distância e existem ‘aos molhos’. “Em menos de uma hora podemos surfar no Guincho ou relaxar na areia branca da Arrábida”, descreve o artigo.
4. Eléctrico: “O 28 existe e deixa todos felizes” é o título desta secção da notícia. O eléctrico leva-o a todos os pontos históricos da cidade de uma forma “cool” e barata.
5. Rio Tejo: Repleto de vida animal e vegetal, o Tejo é um rio “que mais parece mar”.
6. Ritmos africanos e latinos: É a capital europeia que mais proximidade tem com estes géneros musicais. “Dezenas de bares põe Bossa Nova e servem caipirinhas e as discotecas passam música coladeiras e kizombas”.
7. Vista: “A vista de Lisboa não chega aos pés das de Roma”. Para a apreciar melhor, o site recomenda uma ida aos miradouros das Portas do Sol, São Pedro de Alcântara, Graça e Santa Catarina.
8. LX Factory: Este espaço trouxe vida “a um espaço esquecido na cidade”, com “lojas arrojadas, restaurantes e galerias”.
9. Ruas e ruelas: Uma das melhores coisas que se pode fazer em Lisboa é “perdermo-nos nos seus bairros mais antigos, como Alfama, Mouraria, Bica ou Madragoa” e apreciar as suas ruas “cheias de alma”.
10. Futebol: Lisboa não está dividida pela língua, religião ou política, mas sim por preferência clubística, lê-se no site. “Poucos desportos são seguidos com tanta paixão quanto um jogo entre as duas equipas [Benfica e Sporting]”.
11. Café: Segundo os jornalistas americanos, as ‘bicas’ são dos melhores cafés do Mundo.
12. Cultura: Desde São Carlos até à Gulbenkian, passando pelo Museu Colecção Berardo e as dezenas de festivais ao ar livre, são múltiplas as opções de escolha.
13. Ginjinha: “Portugal é conhecido pelo seu vinho do Porto, mas a melhor bebida de Lisboa é este rico e doce licor”, descreve o site.
14. Não matam o touro: Ao contrário do que se passa em Espanha, os touros não são mortos na arena no final de uma corrida de touro. Para além deste facto, o artigo elogia ainda as ‘pegas’ e a beleza do Campo Pequeno.
15. Bairros modernos: Basta andar umas estações de metro para passarmos do lado mais velho da cidade para “as modernas avenidas de Alvalade”, com “lojas ‘cool’ e esplanadas apetitosas”.
16. Comida boa e barata: “É fácil comer comida tradicional por cerca de 7 dólares (5 euros) em várias tascas”, lê-se no artigo, que refere ainda o facto de os restaurante finos da cidade serem mais baratos do que os do resto da Europa.
17. Fado: É Património Cultural e Imaterial da Humanidade e, para os americanos, assemelha-se ao Blues. “O Fado deve acompanhar qualquer viagem por Lisboa”, afirmam os jornalista, que destacam Ana Moura, Gisela João e Cristina Branco como alguns dos nomes a reter.
18. Oceanário: “Deve ser o maior aquário do Mundo”, lê-se no título desta secção. O site considera que estava deve ser a “maior atracção “ da capital.
19. Pastel de Belém: São considerados os melhores bolos de Lisboa, lê-se na notícia.
20. Casas: “São mais coloridas que uma caixa de Lego”,descreve o artigo. Apesar de ser conhecida lá fora como ‘A Cidade Branca’, os apartamentos amarelos, cor-de-rosa e azuis-bebé deixaram os jornalistas impressionados com as cores da capital portuguesa.
21. Legendas: Ao contrário da maior parte dos países europeus, Portugal não faz dobragens de filmes estrangeiros, mantendo os diálogos originais, o que é visto como uma mais-valia por este site.
22. Lojas antigas: Lisboa está cheia de pequenos estabelecimentos de meados do século XX, o que é considerado uma raridade em comparação com as restantes capitais ocidentais, que se renderam às grandes superfícies.
23. “Cheira bem…”: “…Cheira a Lisboa”. O artigo do Global Post faz questão de fazer referência a uma das mais conhecidas cantigas populares portuguesas. No entanto, o site refere que tanto pode cheirar “a roupa lavada, acabada de pendurar, e a canela”, como “a bacalhau ou a lixo acumulado após um dia de greve”. Segundo o mesmo “faz tudo parte da experiência olfactiva”.
24. Bares: A Pensão Amor e o Pavilhão Chinês são dois dos estabelecimentos que são destacados no artigo, para além dos bares mais pequenos e típicos do Bairro Alto e do Cais do Sodré.
25. Chiado: Tal como a Fénix, esta parte da cidade ‘renasceu’ das cinzas após o incêndio que a assolou em 1988. Mesmo assim, consegue ser uma das áreas de Lisboa que mais gente atrai, devido às suas lojas, cafés e espaços culturais. No artigo, os jornalistas fazem questão de sublinhar a importância da Livraria Bertrand e do café A Brasileira, fundado em 1905.
26. Comida goesa: Os restaurantes Jesus é Goês e Cantinho da Paz são os únicos sítios no continente onde se pode comer pratos inspirados na gastronomia de Goa que fazem jus aos originais.
27. Contos de Fada: Se já falaram em Cascais, os norte-americanos não podiam deixar de fora “a mágica vila de Sintra” e os seus palácios.
28. Mercados: Tudo o que é fresco está nos mercados de Lisboa. O artigo dá destaque ao Mercado da Ribeira, o mais conhecido da capital.
29. Natureza: “Desde os jardins públicos até Monsanto, Lisboa está cheia de refúgios verdes”, lê-se na notícia, que enaltece a quantidade de árvores existentes na cidade.
30. Gelado: Os autores do artigo não podiam deixar de fora o Santini, a gelataria que, apesar de ter nascido em Cascais, tem um espaço no Chiado. “Vale sempre a pena esperar na fila”, escrevem.
31. Engraxar sapatos: Segundo o site, estes profissionais já desapareceram em quase toda a Europa, mas em Lisboa ainda existem homens “munidos de escovas, farrapos e potes de graxa”.

publicado por Fernando Ramos às 19:05

Outubro 28 2014

A TOURADA À PORTUGUESA ..segundo o coronel Matos Gomes

 por Carlos de Matos Gomes

 

Para que servem as primeiras páginas dos jornais e os grandes casos dos noticiários das TV?

Se pensarmos no que as primeiras páginas e as aberturas dos telejornais nos disseram enquanto decorriam as traficâncias que iriam dar origem aos casos do BPN, do BPP, dos submarinos, das PPP, dos SWAPs, da dívida, e agora do Espírito Santo, é fácil concluir que servem para nos tourear.

Desde 2008 que as primeiras páginas dos Correios das Manhas, os telejornais das Moura Guedes, os comentários dos Medinas Carreiras, dos Gomes Ferreiras, dos Camilos Lourenços, dos assessores do Presidente da República, dos assessores e boys dos gabinetes dos ministros, dos jornalistas de investigação, nos andam a falar de tudo e mais alguma coisa, excepto das grandes vigarices, aquelas que, de facto, colocam em causa o governo das nossas vidas, da nossa sociedade, os nossos empregos, os nossos salários, as nossas pensões, o futuro dos nossos filhos, dos nossos netos.

 Que me lembre falaram do caso Freeport, do caso do exame de inglês de Sócrates, da casa da mãe do Sócrates, do tio do Sócrates, do primo do Sócrates que foi treinar artes marciais para a China, enfim que o Sócrates se estava a abotoar com umas massas que davam para passar um ano em Paris, mas nem uma página sobre os Espirito Santo! É claro que é importante saber se um primeiro ministro é merecedor de confiança, mas também é, julgo, importante saber se os Donos Disto Tudo o são. E, quanto a estes, nem uma palavra. O máximo que sei é que alguns passam férias na Comporta a brincar aos pobrezinhos. Eu, que sei tudo do Freeport, não sei nada da Rioforte! E esta minha informação, num caso, e falta dela, noutro, não pode ser fruto do acaso. Os directores de informação são responsáveis pela decisão de saber uma e desconhecer outra.

Os jornais, os jornalistas, andaram a tourear o público que compra jornais e que vê telejornais.
Em vez de directores de informação e jornalistas, temos novilheiros, bandarilheiros, apoderados, moços de estoques, em vez de notícias temos chicuelinas.

Não tenho nenhuma confiança no espírito de auto critica dos jornalistas que dirigem e condicionam o meu acesso à informação: todos eles aparecerão com uma cara à José Alberto de Carvalho, à Rodrigues dos Santos, à Guedes de Carvalho, à Judite de Sousa (entre tantos outros) a dar as mesmas notícias sobre os gravíssimos casos da sucata, dos apelos ao consenso do venerando chefe de Estado, do desempenho das exportações, dos engarrafamentos do IC 19, das notas a matemática, do roubo das máquinas multibanco, da vinda de um rebenta canelas uzebeque para o ataque do Paiolense de Cima, dos enjoos de uma apresentadeira de TV, das tiradas filosóficas da Teresa Guilherme. Todos continuarão a acenar-me com um pano diante dos olhos para eu não ver o que se passa onde se decide tudo o que me diz respeito.

Tenho a máxima confiança no profissionalismo dos directores de informação, que eles continuarão a fazer o que melhor sabem: tourear-nos. Abanar-nos diante dos olhos uma falsa ameaça para nos fazerem investir contra ela enquanto alguém nos espeta umas farpas no cachaço e os empresários arrecadam o dinheiro do respeitável público.

Não temos comunicação social: temos quadrilhas de toureiros, uns a pé, outros a cavalo.
Uma primeira página de um jornal é, hoje em dia e após o silêncio sobre os Espirito Santo, um passe de peito.
Uma segunda página será uma sorte de bandarilhas.
Um editor é um embolador, um tipo que enfia umas peúgas de couro nos cornos do touro para a marrada não doer.
Um director de informação é um “inteligente” que dirige uma corrida.

 Quando uma estação de televisão convida um Camilo Lourenço, um Proença de Carvalho, um Gomes Ferreira, um João Duque, um Judice, um Marcelo, um Miguel Sousa Tavares, um Angelo Correia, devia anunciá-los como um grupo de forcados: Os Amadores do Espirito Santo, por exemplo. Eles pegam-nos sempre e imobilizam-nos. Caem-nos literalmente em cima.

As primeiras páginas do Correio da Manhã podiam começar por uma introdução diária: Para não falarmos de toiros mansos, os nossos queridos espectadores, nem de toureios manhosos, os nossos queridos comentadores, temos as habituais notícias de José Sócrates, do memorando da troika, da imperiosa necessidade de pagar as nossas dividas.

 Todos os programas de comentário político nas TV deviam começar com a música de um passo doble.

 Ou com a premonitória “Tourada” do Ary dos Santos, cantada pelo Fernando Tordo.

 O silêncio que os “negócios “ da família "Dona Disto Tudo" mereceu da comunicação social, tão exigente noutros casos, é um atestado de cumplicidade: uns, os jornalistas venderam-se, outros queriam ser como os Espirito Santo. Em qualquer caso, as redacções dos jornais e das TV estão cheias de Espiritos Santos. Em termos tauromáticos, na melhor das hipóteses não temos jornalistas, mas moços de estoques. Na pior, temos as redacções cheias de vacas a que se chamam na gíria as “chocas”.

O que o silêncio cúmplice, deliberadamente cúmplice, feito sobre o caso Espirito Santo, o que a técnica do desvio de atenções, já usada por Goebels, o ministro da propaganda de Hitler, revelam é que temos uma comunicação social avacalhada, que não merece nenhuma confiança.

Quando um jornal, uma TV deu uma notícia na primeira página sobre Sócrates( e falo dele porque a comunicação social montou sobre ele um operação de barragem pelo fogo, que na altura justificou com o direito a sabermos o que se passava com quem nos governava e se esqueceu de nos informar sobre quem se governava) ficamos agora a saber que esteve a fazer como o toureiro, a abanar-nos um trapo diante dos olhos para nos enganar com ele e a esconder as suas verdadeiras intenções: dar-nos uma estocada fatal!

Porque será que comentadores e seus patrões, tão lestos a opinar sobre pensões de reforma, TSU, competitividade, despedimentos, aumentos de impostos, gente tão distinta como Miguel Júdice, Proença de Carvalho, Ângelo Correia, Soares dos Santos, Ulrich, Maria João Avilez e esposo Vanzeller, não aparecem agora a dar a cara pelos amigos Espirito Santo?

Porque será que os jornais e as televisões não os chamam, agora que acabou o campeonato da bola?

Um grande Olé aos que estão agachados nas trincheiras, atrás dos burladeros!

Carlos de Matos Gomes

 Nascido em 24/07/1946, em V. N. da Barquinha.

 Coronel do Exército (reforma).

Cumpriu três comissões na guerra colonial em Angola, Moçambique e Guiné.

 

 

publicado por Fernando Ramos às 19:49

Outubro 25 2014

Como é que um Homem escolhe uma Mulher

 

Um homem tinha três namoradas e não sabia com qual delas deveria casar. 

Resolveu, então, fazer um teste para ver qual estava mais apta a ser a sua mulher.

Tirou 15 mil euros do banco, deu 5 mil a cada uma e disse:

- Gastem como quiserem.

A primeira foi ao shopping, comprou roupas, jóias, foi ao cabeleireiro, salão de beleza, etc, etc. 
Voltou para o homem e disse:

- Gastei todo o teu dinheiro para ficar mais bonita para ti, para te agradar. Tudo isso porque te amo!

A segunda foi ao mesmo shopping, comprou roupas para ele, um leitor de CD, uma televisão écran plano, dois pares de ténis para jogar basquetebol,
tacos de golfe e filmes porno. Voltou para o homem e disse: 

- Gastei todo o teu dinheiro para te fazer mais feliz, para te agradar. 
Tudo isso porque te amo!

A terceira pegou no dinheiro, aplicou em acções. Em três dias duplicou
o investimento, devolveu os 5 mil Euros para o homem e disse: 

- Apliquei o teu dinheiro e ganhei o meu. Agora posso fazer o que quiser com o meu dinheiro sem ser uma carga para ti. Tudo isso porque eu te amo!

Então o homem pensou,





pensou...





pensou...





pensou...





pensou...





pensou...





pensou... (os homens, pensam muito...)





pensou... 





pensou...





pensou...





pensou...







pensou...





pensou...

pensou..


pensou...

pensou...


pensou...

pensou...

pensou...

pensou...

pensou...

pensou...


pensou...



pensou.... (os homens, pensam mesmo muito...) 

pensou... 

pensou...

pensou...

pensou...





pensou...





pensou...





pensou...





pensou...





pensou...





pensou...






pensou...





pensou...





pensou...





E casou com aquela que tinha as mamas maiores!

Sim! (porque um homem, pensa muito... mas depois faz sempre asneira!)

 

publicado por Fernando Ramos às 17:29

Outubro 20 2014

Sete Mitos/Mentiras sobre os Portugueses

Joana Amaral Dias1. Os portugueses trabalham pouco. Os alemães trabalham muito. Mentira. A jornada de trabalho em Portugal é uma das maiores da Europa desenvolvida. Comparados com os alemães, os portugueses trabalham mais 324 horas todos os anos, mas levam para casa menos 7484 euros.

2. Os portugueses andaram a viver da mama da Europa, paga pelos alemães. Mentira. Com a entrada na UE, Portugal ganhou apenas 0,4% do PIB (fim da lista). Já a Alemanha encabeça o ranking com um aumento de 2,3%.
3. Os portugueses têm demasiados feriados. Mentira. Em Portugal há 10 feridos (antes havia 14). A Finlândia tem 15, a Espanha 14, a Eslováquia 13, a Áustria 12, enquanto a Suécia, a Itália, a França e a Dinamarca têm 11. Na Alemanha há entre 10 a 13 feriados, conforme os estados (länders).

4.Há demasiados portugueses que são funcionários públicos. Mentira. Temos, 575 mil e têm vindo a diminuir. Em 2008 (quando eram mais do que agora), eram 12,1% da população ativa. A média dos 32 países da OCDE é de 15%. A Dinamarca e a Noruega têm cerca 30%. O peso dos vencimentos dos funcionários públicos, em Portugal, em relação ao PIB, é inferior à média da UE e da zona euro: 10,5% em Portugal, 10,6% na zona euro, 10,8% na UE, mais de 18% em países como a Dinamarca ou a Noruega.

5.Os portugueses não produzem o suficiente para ter saúde, educação e segurança social públicas e de qualidade. Mentira. Os trabalhadores portugueses entregam mais ao Estado (em contribuições e impostos diretos e indiretos) do que recebem em serviços públicos, sendo que na maioria dos anos até há excedente (os trabalhadores deram mais do que receberam do Estado).

6. Os portugueses viveram acima das suas possibilidades e andaram a fazer crédito para carrões e férias na República Dominicana que não podiam pagar. Mentira. Em 2009, o crédito habitação era quase 80% do volume global de empréstimos contraídos por particulares. Uma decisão absolutamente racional, considerando que alugar casa era muito mais caro, logo, isso sim, seria viver acima das possibilidades.

7. Os portugueses são um povo de brandos costumes. Mentira. Só nos séculos XIX e XX, contam-se milhares de mortos em guerras civis e revoluções. Foi o Estado Novo que inventou o chavão, numa operação de manipulação da nossa identidade. Para andarmos caladinhos e quietinhos.

Joana Amaral Dias


 

publicado por Fernando Ramos às 17:21

Outubro 19 2014
ISTO É UM ROUBO À SEGURANÇA SOCIAL!!!!!!!

QUE GRANDE ESCÂNDALO...MAS CONTINUA !!

Eu já fiz a minha parte.

SABIA QUE ASSUNÇÃO ESTEVES RECEBEU ATÉ 2012, MAIS DE UM MILHÃO DE
EUROS, DA SEGURANÇA SOCIAL... MAS EM 10 ANOS DE SERVIÇO SÓ DESCONTOU
290 MIL EUROS, PARA A SS. E TEM ESTADO A SALVO DOS CORTES! DEPOIS
DIZEM QUE NÃO HÁ SUBSÍDIOS DE DESEMPREGO NEM DINHEIRO PARA REFORMAS!

 


Este artigo de Clara Ferreira Alves, deixa a nu, a forma como se
governam os nossos membros do governo, legislam para que possam
usufruir de regalias injustas, insustentáveis, inadmissíveis,
vergonhosas, abusivas, sem o mínimo respeito pelo povo português.

Tudo para manterem uma vida de luxo, parasitária, desde bem cedo e até
ao fim dos seus dias.
Contrastando com os restantes portugueses, paga reformas a quem por
vezes nem chega a descontar mais que um ou 2 anos.

Mais uma vez Cavaco Silva, na origem de tudo isto... foi no governo
dele, 1980, que se deu inicio a esta ideia brilhante de saque
descarado e lesivo do bem comum, mas desde então, nenhum governo a
travou ou alterou, todos gostam dos luxos que lhe proporciona.

OS REFORMADOS DA CAIXA.


"A JORNALISTA Cristina Ferreira publicou um interessante artigo no
"Público" sobre as reformas de três atuais presiden­tes de bancos
rivais da Caixa Geral de Depósitos.

O fundo de pensões da Caixa, cito, "paga, total ou parcialmente,
refor­mas a António Vieira Monteiro, do Santander Totta, Tomás
Correia, do Montepio Geral, e Mira Amaral, do BIC Portugal." Três
ativíssimos reformados.

Vale a pena perceber como aqui chegá­mos.


Durante décadas, os fundos de pensões dos seguros e da banca privada
foram constituídos pela capitalização das Contribuições das próprias
empresas, entidade patronal, e dos seus funcioná­rios, não onerando o
Estado.


O Estado não era responsável pelas pensões nem pela capitalização
desses fundos. Desde os anos 60 era este o sistema, tendo o primeiro
contrato coletivo de trabalho sido livremente negociado, rompendo com
o sistema corporativo, entre o Grémio dos Bancos e o Sindicato dos
Bancários em 1971. No marcelismo.

Em 1980, durante o primeiro governo da AD, com Cavaco Silva, as
pensões de reforma passam a ser atribuídas a beneficiários no fim do
exercício de certas funções independentemente de estarem ou não em
idade da reforma.


Uma pes­soa podia exercer o cargo de administra­dor do Banco de
Portugal ou da CGD durante um ou meio mandato, e tinha direito à
reforma por inteiro a partir do momento em que saía da instituição.


Não recebia na proporção do tempo que lá tinha estado ou da idade
contributiva. Recebia por inteiro. E logo. Na banca pública, podia
acontecer o que aconteceu com Mira Amaral, que, segundo Cristina
Ferreira, depois de ter gerido a CGD, "deixou o banco com estrondo".
"Na sequência disso, Mira Amaral reformou-se." Ao fim de dois anos.
Segundo ele, quando se reformou teve direito a "uma pensão de 38 anos
de serviço, no regime unificado, Caixa Geral de Depósitos e Segurança
Social. Depois de ter descontado desde os 22 anos para a Caixa Geral
de Aposenta­ções". O que é certo é que Mira Amaral recebe uma parte da
sua reforma do fundo de pensões da CGD, que está em "austeridade",
acumula prejuízos e recorreu a fundos públicos para se capitalizar.


Mira Amaral trabalha como presidente-executivo do BIC, dos angola­nos,
em concorrência com o banco do Estado.
Não é o único. Jorge Tomé, presidente do Banif, banco que acumula
prejuízos, que não conseguiu vender as obrigações que colocou no
mercado e que recorreu a fundos públicos, estando 99% nacionalizado,
foi do Conselho de Administração da Caixa. Pediu a demis­são da Caixa
quando foi para o Banif, mas teve direito a "pedir reforma por doença
grave", segundo ele mesmo. A "doença grave" não o impediu de trabalhar
no Banif e, no texto de Cristina Ferreira, não esclarece qual o
vínculo que mantém com a Caixa.


A CGD paga a cerca de uma vintena de ex-administradores cerca de dois
milhões brutos por ano. Dois destes ex-administradores, António Vieira
Monteiro do Santander Totta e Tomás Correia, do Montepio Geral, junto
com Mira Amaral, recebem reformas (totais ou parciais) do fundo de
pensões da CGD, trabalhando, repito, em bancos da concorrência.


As reformas mensais destes três ex-gestores, que não são ilegais,
porque a lei autoriza o traba­lho depois da reforma e descontaram para
o sistema de previdência social, andavam entre os 16.400 e os 13.000
euros brutos.. Depois dos cortes situam-se à volta dos 10.000 euros
brutos.


À parte esta perversão, legal, o Estado resolveu, para abater a dívida
pública, comprar os fundos de pensões da banca, das seguradores e de
empresas privadas como a PT, comprometendo-se a pagar no futuro as
pensões aos seus trabalhado­res.


Resta demonstrar se o capital desses fundos de pensões será suficiente
para os compromissos das pensões presentes e futuras ou se o Estado se
limitou, para equilibrar as contas naquele momento, a comprometer todo
o sistema público de Segurança Social e aposentações. Porque os fundos
eram, são, vão ser, insuficien­tes.


A partir de agora, as pensões da banca privada passaram,
simplesmen­te, a ser responsabilidade pública. Tolerando-se, como se
vê pelos exem­plos, a acumulação de pensões de reforma públicas com
funções executi­vas privadas e concorrentes.


O advoga­do Pedro Rebelo de Sousa, presidente do Instituto Português
de Corporate Governance, IPCG, não vê nisto nenhum problema, nem
sequer na legitimidade de o Estado pagar reformas (incluindo,
supõe-se, por invalidez ou ao cabo de dois anos de mandato) a
ex-gestores da CGD que agora presidem a grupos rivais. Diz ele que "a
reforma é um direito adquirido".


E eu que pensava que a reforma dos pequenos reformados, dada a troika
e a austeridade, era um falso direito adquiri­do, como os ideólogos e
teólogos deste governo e da sua propaganda não se cansaram de nos
fazer lembrar."



Clara Ferreira Alves, em "REVISTA" 10 Ago, 2013

Questiona-se a forma como foi negociado este compromisso. Se nos
guiarmos pelos exemplos do passado, será fácil de perceber que o
negócio vai sair caro aos portugueses e beneficiar os que venderam os
seus fundos de pensões, ao triste estado que nunca tem quem o
represente com lealdade.


Talvez daqui a uns 10 ou 12 anos, tal como as PPP e outras
trafulhices, esta também venha a público.


Nota: Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por
Cavaco Silva e é o mais famoso pensionista de Portugal devido à
reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos,
apenas por 18 meses, de descontos como administrador da CGD.

publicado por Fernando Ramos às 17:50

Outubro 09 2014
 

 
 

 

Porteiro do Ritz apresenta currículo à Tecnoforma

Li com muito agrado a entrevista do antigo proprietário da V. excelente empresa, na qual elogia o vosso ex-funcionário Pedro Passos Coelho por, e cito, "abrir todas as portas". Confesso que me comovi quando constatei que a abertura de portas era, finalmente, valorizada como merece

 
 
 
 

Exmos. Srs., 

Desejo candidatar-me a um lugar na V. excelente empresa beneficiando do inovador modelo remuneratório que consiste na substituição do salário pelo pagamento de despesas de representação. Proponho representar a V. excelente empresa em vários sítios e ocasiões, a saber: em três refeições diárias; em todas as minhas deslocações; e num escritório localizado em minha casa, cujas renda, água, luz e telefone ficarão, por isso, a vosso cargo.  

O facto de abdicar por completo de um salário não significa que o trabalho que desenvolverei não tenha valor - muito pelo contrário. Tenho várias ideias que gostaria de pôr em prática ao serviço de V. Exas. Acompanhei com interesse o processo através do qual a V. excelente empresa obteve financiamento no valor de 1,2 milhões de euros com o objectivo de formar cerca de 500 técnicos municipais para trabalharem em sete pistas de aviação e dois heliportos que têm hoje, no total, sete funcionários. O projecto falhou, e a Tecnoforma terá acabado por receber apenas 311 mil euros para formar 122 pessoas. Creio que o problema poderia ter sido resolvido com facilidade acrescentando à formação a formação de formadores. A formação é extremamente importante. Nessa medida, é fundamental garantir que os formadores estão aptos a ministrá-la correctamente. Como? Através da formação de formadores. Neste ponto, coloca-se um problema: como garantir que os formadores de formadores recebem formação de qualidade? A resposta é evidente: através da formação de formadores de formadores. E assim sucessivamente, numa espécie de mise en abyme formativo. Esta matrioska educacional permitiria não só esgotar o subsídio europeu de 1,2 milhões como também candidatar a empresa a novos subsídios, na medida em que a formação de formadores, por ser mais especializada, é mais cara do que a mera formação. O mesmo vale para a formação de formadores de formadores, em comparação com a simples formação de formadores. 

Acresce a tudo isto que a V. excelente empresa formou funcionários para trabalharem em aeródromos sem actividade, ou com actividade residual. Ora, como é sabido, a gestão e controlo de aviões provoca forte ansiedade. Mas a gestão e controlo de aviões que não existem tem potencial para provocar ansiedade ainda maior. Trata-se de uma espécie de "À Espera de Godot" aeronáutico. É uma tarefa muito inquietante, e nessa medida deve requerer formação adicional.  Por último, li com muito agrado a entrevista do antigo proprietário da V. excelente empresa, na qual elogia o vosso ex-funcionário Pedro Passos Coelho por, e cito, "abrir todas as portas". Confesso que me comovi quando constatei que a abertura de portas era, finalmente, valorizada como merece. Tendo em conta a minha experiência de cerca de 20 anos precisamente nessa área, creio que sou um bom candidato a desempenhar funções na Tecnoforma. 

Aguardo notícias de V. Exas

publicado por Fernando Ramos às 07:24

Outubro 08 2014

paisagem.jpg Num destes dias de verão, os amigos Pedro e Paulo encontram-se numa das praias mais conhecidas do JetSete nacional, a praia do Ancão. Pedro estava sentado no restaurante, o mais badalado das revistas cor de rosa, do amigo Gigi. Nisto Paulo entra e dá de caras com o seu grande amigo, que por a caso naquele momento não tinha ido a ‘despacho’ assinar as 24 nomeações que fizera, mas estava sim a comer uma bela cabeça de cherne cozida (um dos seus pratos preferidos, porque será?…), acabado de ser preparado pelo cozinheiro Gigi. - Olha quem está aqui! O meu amigo Pedro, o chefe da nossa coligação. - Olá Paulo, por aqui também? Pensei que não fosse encontrar aqui alguém do meu governo, e apareces tu! Só vim aqui passar 4 dias de férias e tinha logo de encontrar o meu ministro da Defesa! - Pois é, também decidi vir para o Algarve, sabes que a minha grande amiga Cinha, que tu conheces muito bem, me convidou para vir à abertura da festa de verão da casa do Castelo do nosso amigo Evaristo. Não sei se sabes, mas sou sempre eu e ela, que abrimos o baile no primeiro dia. - Ainda bem que falas nisso, logo também vou lá passar para beber um copo com a malta amiga, sabes que isto de ser primeiro ministro é uma canseira, e eu preciso de me distrair! Vê lá que antes de vir para cá ainda tive de nomear 13 secretárias para o meu gabinete, isto de chefe político é muito agitado! - Mas Pedro, agora estou a reparar, estás com muito bom aspecto, tens vestido uma t-shirt e uns calções às riscas muito bonitos, e o teu penteado também está muito fixe, andas mesmo na moda. Não me digas, que, isso já é trabalho daquela moça, que foste contratar à revista Lux, segundo a imprensa, pagas-lhe um belo ordenado de 3.000 euros por mês (600 contos)... - É sim Paulo, a pequena trabalha muito bem, tem muito bom gosto, é ela que faz o nó da gravata! Os da oposição já dizem que agora ando com a gravata muito direitinha, diz lá se eu não estou muito mais bem apresentado, e mais charmoso? - Tens razão, também tenho de arranjar uma ou duas assessoras para tratarem da minha imagem. - Tu não precisas, sempre foste um moço com muito bom aspecto, andas o ano todo muito bronzeado, e esses teus dentinhos são uma graça, até brilham mais branco de noite. Depois já fizeste algumas mudanças no teu guarda roupa, e reparo que até já mudaste de perfume, agora até usas o ‘pitcholim’ - Mas sabes Pedro, mais umas assessoras até me davam outro estatuto lá na tropa, o pessoal dos submarinos iria gostar. Antes de vir também nomeei 6 motoristas, é que também sou ministro do mar e preciso de pessoal para conduzir os carros quando vou visitar os barcos que estão atracados no cais. - Tu é que sabes, faz como entenderes, espero é que o Bagão ( Ministro das Finanças) não me venha chatear a cabeça, por causa das tuas despesas! - Não te preocupes, eu lá no partido já falei com ele sobre isso, quando estávamos a tratar da compra dos carros blindados para o exército, e dos aviões F-16, também lhe disse que teria de arranjar dinheiro para as 27 nomeações que fiz. Mas olha lá, hoje ainda não tens novidades nenhumas lá de Lisboa, do nosso Governo? - Que eu saiba não. Se o nosso amigo Sampaio não diz nada é porque está tudo bem, o povo está sereno, e parece que ainda não foi feito nenhum golpe de estado, portanto, o país está a banhos, e nós podemos apanhar aqui este sol do Algarve calmamente. Além disso estão a decorrer os jogos Olímpicos e também vão entretendo o Zé povinho. Eles até nem se lembram mais dos incêndios, têm é de se preocupar com as novas contratações do Benfica e do Sporting para a nova época. A imprensa de hoje é que anda para aí a falar dumas tais cassetes piratas, mais isso passa-me ao lado. O Souto Moura (Provedor geral da Republica) que se preocupe, eu quero é sair daqui com um grande bronze, para ficar com mais apresentação para as Tvs, nos jornais nacionais das 8… - Ainda bem que dizes que está tudo calmo, senão teria de te mandar mais uns guarda costas. Estás satisfeito com os 16 que te arranjei? - É pá, não sei se vão chegar, logo na festa da casa do Castelo é que faço um teste. Se a miúdas não me assediarem muito, estes 16 chegam bem! - Bem Pedrinho, vou-te deixar aí a chupar as espinhas da cabeça do Cherne, tenho de ir ao hotel tomar um duche para me preparar para a festa do Castelo. - Diz lá à rapaziada que logo também apareço. O Evaristo que chame as revistas do JetSete porque, o Pedrinho arrasa corações vai lá estar para a sua rentrée! (claro que isto, é tudo invenção minha)

publicado por Fernando Ramos às 14:52

Outubro 07 2014

Guerra 48.jpg No Brasil, segundo o Jornal Expresso de 31.7.04, o governo está a fazer uma campanha, em que, a troco de 1 espingarda serão entregues 80 euros, e por cada pistola devolvida 23 euros. O Governo espera que lhe sejam entregues 100 mil armas até ao fim do ano. Só numa semana foram recolhidas 15 mil. Não sei, se em Portugal andarão por aí tantas armas em mãos indevidas, com certeza que não, mas também ninguém sabe, penso mesmo que nunca foi feito um estudo sério sobre isso. Provavelmente esta também seria uma medida positiva para os portugueses, pois se fossem recolhidas armas que ilegalmente se encontram na posse de certas pessoas, especialmente as que vivem em bairros mais degradados, se calhar não morreria tanta gente. Nem que se tivesse de pagar 3 ou 4 vezes mais do que o governo brasileiro, talvez em Portugal também surtisse algum efeito esta medida. Mesmo que só fossem, recolhidas cerca de 20 armas, não sei se não se pouparia uma única vida que fosse. Só por isso já teria valido a pena qualquer campanha feita nesse sentido. Acredito que, este exemplo, que vem das terras de Vera Cruz, vale a pena ser experimentado por cá.

publicado por Fernando Ramos às 11:37

Outubro 05 2014

joker.jpg Quando era mais novo, por volta dos meus 16,17,18 anos, frequentava algumas colectividades da cidade Lisboa, como o Ramiro José, o Desportivo da Graça, entre outros. Lá, e se calhar como em muitos outros lugares por este país fora, existia a dança das cadeiras. Como todos devem saber, quando a musica pára, há sempre menos cadeiras do que pessoas para lá se sentarem. Na política não é bem assim, as cadeiras são todas ocupadas, não sobra nada, pelo contrário, cada vez são mais pessoas a ocuparem os lugares, e cada vez há mais cadeiras. Como no caso deste governo, agora são mais as cadeiras a ocuparem que nos governos anteriores. É a roda viva que existe nos cargos políticos, eles são chefes de gabinetes, eles são adjuntos, eles são secretários de estado, eles são assessores, eles são ministros, que andam de cá para lá, como se de uma dança se tratasse num baile de fim de semana, numa colectividade qualquer. É ver novos e velhos gabinetes, com novos e velhos ministros, num rodopio de baile mandado, onde pulam os amigos de uns e de outros, para tudo, que é Ministérios. É o frenesim de ocupar cargos que já existiam, e de mais alguns que são inventados! Já estou, como dizia um ex-primeiro ministro, ‘é a vida’, e este também dançava, só que as cadeiras e as pessoas eram bem menos..!

publicado por Fernando Ramos às 12:04

Outubro 03 2014

publicado por Fernando Ramos às 16:03

Outubro 02 2014

 

Hoje não se fala português...linguareja-se!

 
NOVA LÍNGUA PORTUGUESA...IMPERDÍVEL,
Por Helena Sacadura Cabral.utilizada frequentemente em "ciências de educação" ...
 
Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos',com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado! As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da acção educativa' e agora são 'assistentes operacionais'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'
Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas' e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante. Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo' Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)
As p.... passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem. E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.
Estamos "tramados" com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.
 
 
Helena Sacadura Cabral
 

 

publicado por Fernando Ramos às 11:29

Agosto 19 2014

Novo Atendedor de Chamadas dos Avós

 

 "Bom dia! De momento não estamos em casa mas, por favor, deixe-nos a sua mensagem depois de ouvir o sinal:

- Se és um dos nossos filhos, marca 1 
- Se precisas que fiquemos com as crianças, marca 2 
- Se queres o carro emprestado, marca 3 

- Se queres que lavemos e passemos a roupa, marca 4

- Se queres que as crianças durmam cá em casa, marca 5  
- Se é para os ir buscar à escola, marca 6 
- Se queres almoço para domingo, marca 7 
- Se queres vir jantar cá a casa, marca 8 
- Se precisas de dinheiro, marca 9 

 

Se és um dos nossos amigos, podes falar!

 

publicado por Fernando Ramos às 18:31

Agosto 13 2014

Geração à rasca foi a minha!! 
                             
Geração à rasca foi a minha. Foi uma geração que viveu num país vazio de gente por causa da emigração e da guerra colonial, onde era proibido ser diferente ou pensar que todos deveriam ter acesso à saúde, ao ensino e à segurança social.
Uma Geração de opiniões censuradas a lápis azul. De mulheres com poucos direitos, mas de homens cheios deles. De grávidas sem assistência e de crianças analfabetas. A mortalidade infantil era de 44,9%. Hoje é de 3,6%.
Que viveu numa terra em que o casamento era para toda a vida, o divórcio proibido, as uniões de facto eram pecado e filhos sem casar uma desonra.

Hoje, o conceito de família mudou. Há casados, recasados, em união de facto, casais homossexuais, monoparentais, sem filhos por opção, mães solteiras porque sim, pais biológicos, etc.
A mulher era, perante a lei, inferior. A sociedade subjugava-a ao marido, o chefe de família, que tinha o direito de não autorizar a sua saída do país e que podia, sem permissão, ler-lhe a correspondência.
Os televisores daquele tempo eram a preto e branco, uns autênticos caixotes, em que se colocava um filtro colorido, no sentido de obter melhores imagens, mas apenas se conseguia transformar os locutores em "Zombies" desfocados.

Hoje, existem plasmas, LCD ou Tv com LEDs, que custam uma pipa de massa.
Na rádio ouviam-se apenas 3 estações,  a oficial Emissora Nacional, a católica Rádio Renascença e o inovador Rádio Clube Português. Não tínhamos os Gato Fedorento, só ouvíamos Os Parodiantes de Lisboa, os humoristas da época.
Havia serões para trabalhadores todos os sábados, na Emissora Nacional, agora há o Toni Carreira e o filho que enchem pavilhões quase todos os meses. A Lady Gaga vem cantar a Portugal e o Pavilhão Atlântico fica a abarrotar. Os U2, deram um concerto em Coimbra em 2010, e UM ANO antes os bilhetes esgotaram.
As Docas eram para estivadores, e o Cais do Sodré para marujos. Hoje são para o JET 7, que consome diariamente grandes quantidades de bebidas, e não só...
O Bairro Alto, era para a malta ir às meninas, e para os boémios. Éramos a geração das tascas, do vinho tinto, das casas do fado e das boites de fama duvidosa. Discotecas eram lojas que vendiam discos, como a Valentim de Carvalho, a Vadeca ou a Sasseti.
As Redes Sociais chamavam-se Aerogramas, cartas que na nossa juventude enviávamos lá da guerra aos pais, noivas, namoradas, madrinhas de guerra, ou amigos que estavam por cá.
Agora vivem na Internet, da socialização do Facebook, de SMS e E-Mails cheios de "k" e vazios de conteúdo.
As viagens Low-Cost na nossa Geração eram feitas em Fiat 600, ou então nas viagens para as antigas colónias para combater o "inimigo".
Quem não se lembra dos celebres Niassa, do Timor, do Quanza, do Índia entre outros, tenebrosos navios em que, quando embarcávamos, só tínhamos uma certeza... ...a viagem de ida.
Quer a viagem fosse para Angola, Moçambique ou Guiné, esses eram os nossos cruzeiros.
Ginásios? Só nas coletividades. Os SPAS chamavam-se Termas e só serviam doentes.

Coca-Cola e Pepsi, eram proibidas, o "Botas", como era conhecido o Salazar, não nos deixava beber esses líquidos. Bebíamos, laranjada, gasosa e pirolito.
Recordo que na minha geração o País, tal como as fotografias, era a preto e branco.
A minha geração sim, viveu à rasca. Quantas vezes o meu almoço era uma peça de fruta (quando havia), e a sopa que davam na escola. E, ao jantar, uma lata de conserva com umas batatas cozidas, dava para 5 pessoas.
Na escola, quando terminei o 7ºano do Liceu, recebi um beijo dos meus pais, o que me agradou imenso, pois não tinham mais nada para me dar. Hoje vão comemorar os fins dos cursos, para fora do país, em grupos organizados, para comemorar, tudo pago pelos paizinhos..
Têm brutos carros, Ipad's, Iphones,PC's, .... E tudo em quantidade. Pago pela geração que hoje tem a culpa de tudo!!!
Tiram cursos só para ter diploma. Só querem trabalhar começando por cima.
Afinal qual é a geração à rasca

publicado por Fernando Ramos às 16:00

Julho 25 2014

 

O BANCO DO MEU AVÔ

 

Vamos IMAGINAR coisas…

Vamos imaginar que o meu avô tinha criado um Banco num País retrógrado, a viver debaixo de um regime ditatorial.
Depois, ocorreu uma revolução.
Foi nomeado um Primeiro-Ministro que, apesar de ser comunista, era filho do dono de uma casa de câmbios. Por esta razão, o dito Primeiro-Ministro demorou muito tempo a decidir a nacionalização da Banca (e, como tal, do Banco do meu avô).
Durante esse período, que mediou entre a revolução e a nacionalização, a minha família, tal como outras semelhantes, conseguiu retirar uma grande fortuna para a América do Sul (e saímos todos livremente do País, apesar do envolvimento direto no regime ditatorial).

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Após um período de normal conturbação revolucionária, o País entrou num regime democrático estável. Para acalmar os instintos revolucionários do povo, os políticos, em vez de tentarem explicar a realidade às pessoas, preferiram ser eleitoralistas e “torrar dinheiro”.
Assim, endividaram o País até entrar em banca-rota, por duas vezes (na década de 80).
Nessa altura, perante uma enorme dívida pública, os políticos resolveram privatizar uma parte significativa do património que tinha sido nacionalizado.
Entre este, estava o Banco do meu avô.

E, continuando a IMAGINAR coisas…

A minha família tinha investido o dinheiro que tinha tirado de Portugal em propriedades na América do Sul. Como não acreditávamos nada em Portugal, nenhum de nós quis vender qualquer das propriedades ou empatar qualquer das poupanças da família. Mas, queríamos recomprar o Banco do meu avô.
Então, viemos a Portugal e prometemos aos políticos que estavam no poder e na oposição, que os iríamos recompensar (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) por muitos anos, se eles nos vendessem o Banco do meu avô muito barato.
Assim, conseguimos que eles fizessem um preço de (vamos imaginar uma quantia fácil para fazer contas) 100 milhões, para um Banco que valia 150.

Como não queríamos empatar o “nosso” dinheiro, pedimos (vamos imaginar uma quantia) 100 milhões emprestados aos nossos amigos franceses que já tinham ganho muito dinheiro com o meu avô. Com os 100 milhões emprestados comprámos o Banco (o nosso dinheiro, que tínhamos retirado de Portugal, esse ficou sempre guardado).
E assim ficámos donos do Banco do meu avô. Mas tínhamos uma dívida enorme: os tais 100 milhões. Como os franceses sabiam que o Banco valia 150, compraram 25% do Banco por 30 milhões (que valiam 37,5 milhões) e nós ficámos só a dever 70 milhões (100-30=70). Mesmo assim era uma enorme dívida.

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Tal como combinado, viemos para Portugal e começámos a cumprir o que tínhamos prometido aos políticos (dinheiro para as campanhas eleitorais, ofertas de vária espécie, convites para todo o tipo de eventos, empregos para os familiares e para os próprios nos momentos em que estavam na oposição, etc…).
Como ainda tínhamos uma grande dívida, resolvemos fazer crescer mais o Banco do meu avô.
Assim, fomos falar com uma nova geração de políticos e prometemos todo o tipo de apoios (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) se nos dessem os grandes negócios do Estado.
E eles assim fizeram. E o Banco do meu avô, que tinha sido vendido por 100, quando valia 150, valia agora 200 (por passarem por ele os grandes negócios do Estado).
Mas, mesmo assim, nós ainda devíamos 70 milhões (e tínhamos de pagar, pelo menos uma parte dessa dívida, caso contrário, os franceses ficavam com o Banco do meu avô).

E, continuando a IMAGINAR coisas…

O meu tio, que era presidente do Banco do meu avô, reformou-se. Nessa altura a família estava preparada para nomear um dos meus primos para presidente. Eu queria ser presidente e prometi à família toda um futuro perpétuo de prosperidade se me nomeassem a mim como presidente.
E assim foi. Fui, finalmente, nomeado presidente do Banco do meu avô.
Mas era preciso pagar uma parte da dívida aos franceses. Podíamos vender uma parte do Banco em Bolsa, mas deixávamos de mandar (logo agora que eu era presidente – não podia ser assim).

Então desenhei um plano:
Criei uma empresa, chamada “Grupo do meu avô” (em que a minha família tinha 100% do capital) e passei os nossos 75% do Banco (25% eram dos franceses) para essa nova empresa.
Assim, a família era dona de 100% do “Grupo” que era dono de 75% do Banco.
Falei com os franceses e combinei mudarmos os estatutos do Banco: quem tivesse 25% mandava no Banco (e os franceses não se metiam, a não ser para decidir os dividendos que queriam receber).
Assim, como o Banco agora valia 200, vendemos 50% na Bolsa por 100 (metade dos 200). Com 50 capitalizámos o Banco. Os restantes 50 tirámos para nós (37,5 para a família e 12,5 para os franceses).
Demos também os nossos 37,5 aos franceses e assim ficámos só a dever 32,5 milhões (70-37,5). Ainda era uma grande dívida, mas continuávamos a mandar no Banco do meu avô (apesar da nossa empresa “Grupo do meu avô” só ser dona de 25% – os franceses tinham outros 25% e os restantes 50% estavam dispersos por muitos acionistas).
Ainda tínhamos uma enorme dívida de 32,5 milhões. Mas, a verdade é que continuávamos a mandar no Banco do meu avô e tínhamos transformado uma dívida inicial de 100 em outra de 32,5 (sem termos gasto um tostão da família – o nosso dinheiro continua, ainda hoje, guardado na América do Sul). Convenci-me, nessa altura, que era um génio da finança!

Continuemos a IMAGINAR coisas…

A certa altura, o crédito tornou-se uma coisa muito barata. Eu sabia que tínhamos um limite original de 100 milhões e já só devíamos 32,5 milhões. Assim, a empresa “Grupo do meu avô” voltou a endividar-se: pediu mais 67,5 milhões (voltámos a dever 100 milhões) e desatei a comprar tudo o que fosse possível comprar.
Tornei-me assim, o dono disto tudo (o Banco do meu avô, a Seguradora do meu avô, a Meu avô saúde, a Meu avô hotéis, a Meu avô viagens, a Construtora do meu avô, a Herdade do meu avô onde se brinca aos pobrezinhos, etc…).
Entretanto fui pagando as minhas promessas aos políticos (dinheiro para as campanhas eleitorais, ofertas de vária espécie, convites para todo o tipo de eventos, empregos para os momentos em que estavam na oposição, etc…).

E, continuando a IMAGINAR coisas…

Mas havia agora uma nova geração de políticos. Fui falar com eles e garanti que os apoiaria para o resto da vida (dinheiro, ofertas, empregos, etc…) se eles continuassem a fazer passar os grandes negócios do Estado pelo Banco do meu avô.
Mas, tive azar: houve uma crise financeira internacional.
Deixou de haver crédito. Os juros subiram. Os credores queriam que o Grupo do meu avô pagasse a dívida.
E, além disso tudo, deixou de haver os grandes negócios do Estado.
Mas eu, que me achava um génio da finança e que já estava habituado a ser o dono disto tudo, não queria perder a minha posição de presidente do Banco do meu avô.
Tinha de arranjar uma solução. Fui à procura, e encontrei em África, quem tinha dinheiro sujo e não se importava de investir e deixar-me continuar a mandar e a ser dono disto tudo.

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Resolvi então criar uma nova empresa: a “Rio do meu Avô” que passou a ser dona de 100% do capital da “Grupo do meu avô”, que era dona de 25% do “Banco do meu avô”. E eu que era dono disto tudo passei a ser o presidente disto tudo.
Fiz uns estatutos para o “Grupo do meu avô” que diziam que quem tivesse 25% mandava na empresa. Vendi 20% aos Angolanos e 55% na Bolsa. A “Rio do meu avô” ficou assim dona de 25% do “Grupo do meu avô” (mas mandava como se tivesse 100%). A “Grupo do meu avô”, dona de 25% do “Banco do meu avô” (mandava como se tivesse 100%).
Assim, a minha família já só tinha 5% (25% de 25%) do “Banco do meu avô” (mas eu continuava a mandar como se tivéssemos 100%). Já não havia dúvidas: eu era mesmo um génio da finança.

Com os 75 milhões da venda do “Grupo do meu avô” (aos Angolanos e na Bolsa), paguei uma parte da dívida. Mas, na verdade, ainda tínhamos uma dívida de 25 milhões (e continuávamos a não querer mexer no nosso dinheiro – esse continua bem guardado na América do Sul).

E, continuando a IMAGINAR coisas…

Mas as coisas continuaram a correr mal. Se calhar eu não sou assim tão grande génio da finança. Todos os nossos negócios dão prejuízo (até mesmo o Banco do meu avô). Raio de azar. Ainda por cima, a crise não acaba.

Fiz então o meu último golpe de génio. Convenci todos os bons clientes a comprarem ações do Banco do meu avô, para aumentar o capital sem ter de endividar mais a “Rio do meu avô” (e sem ter de tocar no dinheirinho da família, que continua bem guardado na América do Sul).

Mas os franceses queriam o dinheiro deles. Então, como presidente do Banco do meu avô, emprestei dinheiro deste ao Grupo do meu avô e à Rio do meu avô. Assim pagámos aos franceses. Mas ficámos com um problema: o Banco do meu avô está completamente arruinado.

Tinha de arranjar uma solução!

Fui falar com os novos políticos com uma proposta: reformo-me, dou lugares de Administração a uma série de políticos do partido do Governo e eles que resolvam o problema do Banco do meu avô.

Continuemos a IMAGINAR coisas…

Os políticos aceitaram a minha proposta (aceitam sempre que se fala de lugares de Administração).
Finalmente reformei-me. Ainda somos donos de 5% do Banco do meu avô e de uma série de outros negócios (sustentados pelas dívidas ao Banco do meu avô).
Tudo isto sem termos gasto um tostão (o dinheiro da família continua todo guardado na América do Sul).

E, tomei a última medida antes de me reformar: atribuí a mim próprio uma reforma de um milhão de euros por ano (para as despesas correntes).

E, assim, acabou a história IMAGINADA do Banco do meu avô.

**************

Se alguém teve a paciência de ler este texto até ao fim, deixo uma pergunta: Se esta história em vez de ser IMAGINADA, fosse verdadeira, que fariam ao neto?

 

 http://aventar.eu/2014/07/11/a-historia-do-banco-do-meu-avo/

 

(recebi popr mail

publicado por Fernando Ramos às 19:39

Julho 13 2014

 

Um velho alentejano começou a ter umas maleitas, que lhe afectavam o andar. 

Preocupado, foi ao Centro de Saúde e marcou uma consulta.

 O clínico recebeu-o, auscultou, fez-lhe perguntas.

 Olhou para ele, fixamente, e inquiriu-o:

 - Sr. Zé, se pudesse escolher, preferia ter Parkinson ou Alzheimer? 

- Parkinson, Sr. Doutor! Prefiro entornar metade do copo do que esquecer onde está a garrafa do vinho!...

 

publicado por Fernando Ramos às 15:53

Julho 09 2014

 Você sabia ??? 

 

Se gritar por 8 anos, 7 meses e cinco dias, terá produzido energia sonora suficiente para aquecer uma xícara de café.

(Não parece valer a pena...)

 

 

 

Se der "bufas" constantemente durante 6 anos e 9 meses, terá produzido gás suficiente para criar a energia de uma bomba atómica.

(Agora sim!)

 

 

 

O coração humano produz pressão suficiente para jorrar o sangue para fora do corpo a uma distância de 10 metros.

(Uau!)

 

 

 

O orgasmo de um porco dura 30 minutos.

(Porque a natureza foi tão generosa logo com o Porco?)

 

 

 

Uma barata pode sobreviver 9 dias sem cabeça até morrer de fome..

(Ainda não consegui esquecer o Porco, que inveja!!!)

 

 

 

Bater com a cabeça contra a parede continuamente é um gasto médio de 150 calorias por hora.

(Não tentes isso em casa; talvez no trabalho!)

 

 

 

O louva-deus macho não pode copular enquanto a cabeça estiver conectada ao corpo... A fêmea inicia o ato sexual arrancando-lhe a cabeça.

(Tá aí a origem do ditado: "Por uma boa ..... perde-se a cabeça!")

 

 

 

A pulga pode pular até 350 vezes o comprimento do próprio corpo. É como se um homem pulasse a distância de um campo de futebol.

(Trinta minutos... que porco f.d.p.! Dá para imaginar? Por que não EU?)

 

 

 

O Bagre tem mais de 27.000 papilas gustativas.

(O que é que pode haver de tão saboroso no fundo de um rio?)

 

 

 

Alguns leões acasalam até 70 vezes em um dia.

(Porco f.d.p.! qualidade é melhor que quantidade!)

 

 

 

As borboletas sentem o gosto com os pés.

(Tá aí, isso eu sempre quis saber)

 

 

 

O músculo mais forte do corpo é a língua.

(Hummmmmmm...)

 

 

 

Pessoas destras vivem em média 9 anos mais do que as canhotas.

(E se a pessoa for ambidestra?)

 

 

 

Os elefantes são os únicos animais que não conseguem pular.

(E é melhor que seja assim!)

 

 

 

A urina dos gatos brilha quando exposta à luz negra.

(E alguém foi pago para descobrir isto?)

 

 

 

O olho de avestruz é maior do que o seu cérebro.

(Conheço muita gente assim)

 

 

 

As estrelas-do-mar não têm cérebros.

(também conheço muita gente assim !!!)

 

 

 

Os ursos polares são canhotos..

(Se eles começarem a usar o outro lado, viverão mais)

 

 

 

Seres humanos e golfinhos são as únicas espécies que fazem sexo por prazer.

(E aquele sacana daquele porco? Não sai da minha cabeça!)

 

 

 

 

 

 

 

AGORA DIZ A VERDADE, JÁ TE ESQUECESTE DO PORCO???

ACREDITO QUE NÃO, E NEM EU!!!

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Narciso Pedroso

 

publicado por Fernando Ramos às 13:38

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