MAROCAS

Agosto 26 2004


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É, cada vez mais importante investir em energias alternativas, uma vez que além dos benefícios ambientais, estes são os mais baratos que o crude. Segundo o jornal Publico de 17.08.04, o petróleo, a mais de 40 dólares o barril, torna as energias renováveis muito mais rentáveis, como no caso da poupança de electricidade se for produzida em fontes de energia renováveis. Ora Portugal é um país que não dispõe de petróleo, e isso tem levado a que se gaste elevadas quantias na sua compra a países que o negoceiam. Já estamos atrasados na preparação do país para a substituição de tal combustível. Talvez o petróleo não baixe mais a fasquia dos 40 dólares, e não nos podemos atrasar muito mais, pois cada vez vamos ter o crude mais caro. O nosso país não tem muitas hipóteses de poder continuar acompanhar o crescimento do preço dos barris de petróleo. Portugal é um óptimo país para produzir energias alternativas, especialmente a eólica, e neste momento só produz 350 mw, o que está ainda muito longe do tecto estabelecido de 4500 mw até 2010, havendo mesmo o compromisso, junto de organismos internacionais, que, até esta data estaríamos já com 39% do consumo eléctrico baseado em energias renováveis como é o caso da eólica. Ultimamente não se tem avançado nada na produção desta energia, pois existe há mais de 6 anos licenciamentos para aumentar a produção da mesma e nada tem sido feito nesse sentido. Os projectos eólicos encontram-se bloqueados há anos, só serve os interesses das empresas petrolíferas, e, cada vez mais, somos confrontados com o pagamento de facturas bastante elevadas. Só em 2004 vamos pagar quase mais 30% que em 2003, devido à evolução dos preços desde o inicio do ano, quando na verdade, poderíamos pagar bem menos, dado que temos em alguns casos alternativas para a sua substituição. È inadmissível esta apatia dos últimos governos, o país não ganha nada com isso, e, cada vez mais nos atrasamos em relação aos outros países europeus, como Espanha e França que têm grandes projectos para o desenvolvimento da energia eólica, estando muito mais avançados que nós. Lamentavelmente parece que não há interesse, que Portugal acompanhe a marcha do progresso. Toda a gente sabe que, ao estarmos ‘agarrados’ ao petróleo, os grandes beneficiários não são os portugueses certamente.
publicado por Fernando Ramos às 16:21

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