MAROCAS

Setembro 10 2004
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Maria Elisa, foi e é um nome conhecido particularmente nos meios da comunicação social, mais precisamente da Rádio Televisão Portuguesa Canal 1. No Jornal do Fundão de 1 de Março de 2002, ao candidatar se pelo PSD a Deputada ao Distrito de Castelo Branco (Beira Interior), disse:
"Candidato me porque quero um País mais justo, mais solidário e equilibradamente mais desenvolvido. Candidato me porque quero um País com melhores serviços de saúde; um País que aposte na educação e na formação profissional; um País que combata a desertificação do interior e que crie os dinamismo indispensáveis para captar investimentos públicos e privados"
Quando uma pessoa, que sendo Deputada e ganha um salário doze vezes superior ao salário mínimo nacional, mais um salário vinte vem superior ao salário mínimo nacional como funcionária ausente na RTP, canal Televisivo pago pelos impostos de todos os cidadão, principalmente por aqueles, que depois de contas feitas ganham em média o ordenado mínimo nacional, gostaria que alguém me explicasse o que é que a Dr.ª Maria Elisa quererá dizer com o - "quero um País mais justo, mais solidário e equilibradamente mais desenvolvido, quero um país com melhores serviços de saúde", etc. etc....
Vivo no Interior do País, depois de ter vivido mais de trinta anos no maior Centro Urbano do País, onde, pouca importância se tem dado e mal se conhecem as dificuldade das gentes do Interior, quer me parecer que esta senhora ao candidatar se a Deputada pelo PSD, à região do Interior, para além de não conhecer minimamente o Distrito, não conhece de certeza a realidade da vivência das pessoas que por aqui residem, quando fala "quero um país mais justo; quero um país com melhores serviços de saúde"... passo a dar um pequeno exemplo de como muitas pessoas vivem no Distrito de Castelo Branco:
- grande parte das pessoas vivem em condições de trabalho precário, sujeitas ao Subsídio de Desemprego e ao Rendimento Mínimo Garantido, sendo colocadas temporariamente a desempenhar as mais variadas tarefas, tanto nas Escolas como no Hospital ou até noutros Organismos do Estado, sendo atiradas para o desemprego sempre que esses contratos acabam, ou quando os seus directores ou os chamados senhores de bem, que estão à frente desses serviços, assim o entendem.
Na realidade, uma senhora do nível da Dr.ª Maria Elisa, ao dizer coisas destas através do Jornal do Fundão, ou de outro qualquer órgão de informação, devia de se retractar em primeiro lugar, para poder depois utilizar o nome das populações mais desfavorecidas, tais como as da (Beira Interior).
É muito fácil, dizerem se coisas bonitas, de forma a que muita gente de bem embora com pouca formação, não entenda qual o significado desses dizeres, porque falar de barriga cheia, com salários chorudos, como os salários dessa senhora, que não se contentando com um só salário, ainda foi exigir um segundo salário sobre uma ocupação que já não executa à algum tempo.
Afinal, onde está a moralidade desta senhora que caiu de pára-quedas na Beira Interior do País, acabando por se instalar no Parlamento como Deputada na Assembleia da República, pelo Distrito de Castelo Branco?
Ora ora!!! deixe lá de ser hipócrita, senhora doutora, e mostre agora que é capaz de acabar com todas as injustiças que proliferam neste Distrito, dê mostras do seu traquejo político, deixe se de apascentar a simplicidade e boa vontade destas gentes com essas palavras de pessoa que nada mais conhece do que o aconchego do lar D. Quina, ou das Termas de Monfortinho, deixe lá de se preocupar com as fontes cibernéticas, ou com o riquísmo das rotundas que dão outro brilho à cidade, preocupe se isso sim, com as políticas de má gestão, tanto no Hospital, como nas Escolas, que são bem mais graves e, que acabam por perturbar o bem estar destas gentes humildes.
Só dizer "quero", não chega, há que dar o exemplo, experimente a senhora doutora viver só com um salário, (de preferência mínimo) dispensando o outro, que depois de bem dividido ainda paga alguns salários mínimos nacionais.
Se assim for, e se porventura ajudar a por termo a toda esta situação do trabalho precário, dando o seu contributo para um melhor nível de vida das pessoas, então sim, acredito nesse seu pensamento inicial.
“quero um País mais justo; quero um País com melhores serviços de saúde" etc. etc...”
Publicado no Jornal "A Reconquista" em 2003.
(uma gentileza do meu amigo xtrac.blogs.sapo.pt)
publicado por Fernando Ramos às 18:33

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