MAROCAS

Setembro 11 2004

barco.jpg Finalmente! dirá o Dr. Portas acerca da partida do perigoso cardume de marinheiras (eram 6) que foram travadas às 12 milhas em pleno alto mar. Este cantinho à beira mar plantado esteve em perigo, especialmente desde que aquelas estrangeiras do Atlântico norte resolveram vir para aqui dar cabo da paciência do nosso ministro do mar. E que bem que ele defendeu a pátria e a nossa segurança, com os seus poderosos dois vasos de guerra. Que sirva de exemplo para toda a Europa, somos um país pequenino e de bons costumes, mas óptimo para assustar o ‘mulherio’ sem vergonha que vem para cá desviar as nossas mulheres, dos bons hábitos, que são tradição em Portugal. O nosso ministro da defesa falou grosso e alto na sede do seu partido no largo do Caldas, com a bandeira do CDS, ao lado da bandeira Nacional, por trás dele. O país ficou mais tranquilo com tamanha demonstração de patriotismo vindo daquele lado, julgando eles que os ganhos partidários desta atitude vão dar para serem os mais votados nas próximas eleições. O chefe do governo que se ponha a ‘pau’, senão o Paulinho das feiras ainda lhe salta para a cadeira do poder com algum golpe de estado congeminado por ele e pelos rapazinhos do Caldas. Mas gostaria de saber o que pensará o nosso 1º ministro, Dr. Santana Lopes, desta actuação do seu fiel amigo ministro das guerras. Mas isso também não o preocupará muito, ele anda lá pelo Brasil, não sei se em serviço de estado, ou se em férias, mas isso agora não é muito relevante, até porque cá, o PIB, teve uma recuperação ‘fantástica’ de 1,5% no segundo trimestre graças ao Campeonato Europeu, como diz a imprensa (esperem pelos resultados do próximo trimestre, onde já não há nenhum evento importante). Contudo o Dr. Santana Lopes, lá nas terras descobertas por Pedro Alvares Cabral, fez um discurso como se tivesse sido devido a uma acção do seu governo. As tripulantes prevaricadoras do barco do ‘pecado’ foram convidados a vir a Portugal, por algumas organizações, e foram recebidas com um aparato militar, como se de um inimigo perigoso se tratasse. O que pensarão os outros países desta anedota nacional, onde a interrupção voluntária da gravidez há muito que é um direito adquirido nos países Europeus mais evoluídos. Pela atitude deste governo, poderão as velhas parteiras continuar a funcionar num vão de escada qualquer, pondo em perigo a vida das mulheres portuguesas, que poucas condições económicas têm para irem a uma clínica em Espanha, enquanto quase duas mil mulheres por ano da classe alta podem ir até de avião às melhores clínicas europeias gastarem uns milhares de euros para resolverem a sua gravidez com discrição. Da próxima vez que a organização ‘Women on Waves’ vier a Portugal, e se o Dr. Paulo Portas ainda estiver no governo, podem contar com uma recepção de cinco estrelas, pois não vão só ter uns barquitos de guerra à sua espera, como ainda vão ser acompanhadas com dois submarinos novinhos em folha, vai ser cá uma festança que as marinheiras até vão ficar de boca aberta…

publicado por Fernando Ramos às 18:43

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