MAROCAS

Setembro 13 2004
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O Instituto Nacional de Estatística publicou recentemente dados relativos ao ensino em Portugal, e conclui-se que em pleno século XXI, existe quase um milhão de portugueses que é analfabeto, ou seja, 9% da sua população. Isto é de bradar aos céus diremos nós! Então os nosso políticos dizem-nos todos os dias que caminhamos para um país moderno e evoluído, próximo dos outros europeus, e afinal no abandono escolar estamos muito à frente deles. Temos de agradecer às sucessivas gerações de governantes que, tanto à esquerda como à direita, nestes últimos trinta anos de projectos, estudos e reformas, se limitaram a delapidar cada vez mais o dinheiro dos nossos impostos, condenando os professores à incúria e os alunos à ignorância. E tivemos nós um 1º ministro que dizia que a paixão dele era a educação, afinal é o que se vê! Tudo isto nos envergonha e nos afasta cada vez mais do pleno exercício de participação. Tem de se culpar a classe política deste afastamento dos cidadãos. Nestas três décadas que já lá vão pós 25 Abril, continuamos a ser um povo com um enorme atraso cultural no seio da Europa, a onde, pomposamente, alguns ministros dizem que fazemos parte. Somos sempre primeiros nas situações negativas, veja se o caso do apoio que demos aos americanos com a invasão do Iraque, com as mortes de inocentes que daí tem resultado, veja se o caso do que se tem passado com o problema do barco do ‘aborto’, onde um ministro que tem a pasta do mar teve a ‘lata’ de escorraçar daqui para fora um grupo de pessoas que foram convidadas para vir ao nosso país por diversas organizações de mulheres. Também não vai ser com este governo que vamos resolver o problema do enorme analfabetismo que há por cá, começando pela bagunça da colocação de professores, que vai atrasar imenso a entrada dos alunos nas escolas. Eles estão mais preocupados em falar ao povo de competitividade, défice, reformas estruturais, Comunidade Europeia, globalização, do que perceberem a incapacidade que tantos portugueses têm de ler, ou pior ainda, a dificuldade que muitos mais têm de entender o que os nossos ministros querem dizer com um discurso que, afinal, é só para uma determinada classe social bem pensante e bem falante. Um povo ignorante é o ideal a um sistema político de direita, porque esse povo paga os seus impostos na hora, e depois é servido deficientemente, como na saúde onde o nosso 1º ministro Dr. Santana Lopes agora até quer criar taxas moderadoras diferenciadas, pondo os ganham mais pague mais, esquecendo-se ele que, quem mais recebe de salário já desconta mais, e esses pouco recorrem ao serviço nacional de saúde, tendo quase todos, médicos e hospitais particulares. Na educação vemos os problemas que estão a existir para começar o ano escolar, onde ainda nenhum governo percebeu que se calhar o melhor é a descentralização dos professores ser feita por eles e pelas escolas afim de acabar com a ‘barraca’ das listas de colocações do ministério, seria bom falar com os interessados sobre isso. Nos transportes públicos, é ver as condições miseráveis em que algumas pessoas continuam a viajar pagando um bilhete caríssimo. Na justiça, é o que vemos e ouvimos todos os dias na imprensa escrita e falada, com os casos do apito dourado, pedófilia, etc. Criando este regime de direita estruturas que impedem as pessoas de defenderem os seus direitos, como já acontecia há trinta anos atrás. Estamos fartos de tanta inércia e atraso, são gerações e gerações a sofrer com isso, está na altura de virar a página à ignorância que por cá se instalou, e, por amor de Deus, chega de acharem que o povo não passa de um ‘bando’ de idiotas e de nos tratarem como uns atrasados mentais.
publicado por Fernando Ramos às 11:18

Esta é a triste realidade Portuguesa: Estamos em 1º nos aspectos negativos e em último nos aspectos negativos. Resta-me a consolação de que a nossa classe política ñ é uma amostra do POVO PORTUGUÊS. Somos um povo dinânico e capaz de grandes mobilizações, mas a classe política que infelizmente nos representa e nos leva à ruína, só nos desmotiva, entristece e deprime. PORTUGAL ESTÁ NUMA GRANDE DEPRESSÃO e em vez de termos um governo que nos dê ânimo, temos um governo que perante a situação, vem à televisão dizer: ESTE BARCO ESTÁ VELHO, NÃO TEM CONCERTO, PREPAREM-SE PARA IR PARA O FUNDO. Eu pensava que um governo servia para governar e arranjar boas soluções para o país, mas enganei-me um governo em PORTUGAL serve para esmifrar o povo, chupar-lhe o sangue todo e depois deixá-los ir ao fundo num barco sem concerto.
AXO QUE NAS PRÒXIMAS ELEIÇÔES DEVÍAMOS IR TODOS VOTAR, mas não devíamos votarnos partidos que já foram governo e só roubaram o povo. Devíamos votar noutros partidos, mesmo que não concordemos com a sua ideologia. Se cada partido que não tem nenhum deputado no parlamento passasse a ter um ou dois, este pântano em que se transformou a política portuguesa, acabava de vez. http://tribunalivre.blogs.sapo.pt
Gui a 15 de Setembro de 2004 às 09:14

Pois, estão à espera que morram todos os idosos...só assim baixará a percentagem
Paulo a 15 de Setembro de 2004 às 00:07

E os analfabetos funcionais? Quantos são?
zezzzz a 13 de Setembro de 2004 às 17:38

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