MAROCAS

Outubro 06 2004
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A eleição de Sócrates, para Secretário Geral do PS, deu um resultado que, para muitos, foi surpreendente, 80% é realmente uma diferença inesperada que não merece qualquer contestação da parte dos outros candidatos. Uma votação muito pouco significativa em Manuel Alegre e em João Soares, especialmente este ultimo para alguns é uma enorme decepção e surpresa, dado que tinha deixado boa impressão na sua passagem pela Câmara de Lisboa, quando foi seu presidente. Mas isso não chegou para convencer os seus camaradas de partido, e, certamente, só renascerá dentro do aparelho partidário quando (para eles) limpar a ‘humilhação’ que teve nas últimas eleições com Santana Lopes para Lisboa (será que João Soares não ganhou a Câmara?). Talvez a esquerda esteja mais pobre com esta eleição, foi dada dentro do partido socialista, uma volta para o centro, desviando-se duma concepção mais fiel aos valores da esquerda socialista. José Sócrates teve assim uma vitória esmagadora, e, talvez com isso, venha a desdramatizar o vazio que ultimamente tem existido dentro do PS. Esperam agora, todos os militantes e simpatizantes socialistas, a galvanização junto da opinião pública que o partido tanto necessita. Os Portugueses que votam à esquerda esperam que esta eleição não traga o Guterrismo de volta, porque nessa época foram dados sinais, mais do que evidentes, junto da população que, António Guterres, não reunia consenso à sua volta, e o novo Secretário Geral tem de se lembrar disso, até porque tem muitas boas opções dentro dos Socialistas. Também está na altura de o PS voltar a ser líder nos meios mediáticos, e, talvez Sócrates, com a sua experiência, o venha a conseguir, acabando de vez com o ruído que o partido da direita que nos governa tem feito junto da imprensa. O partido Socialista tem de estar mais do que preparado para as batalhas eleitorais que vão decorrer nestes próximos dois anos, especialmente quando for o confronto para formar novo governo em 2006. (se entretanto, Santana Lopes não ensaiar mais uma das suas brilhantes fugas)
Todos esperavam que fosse José Vitorino o novo Secretário Geral (nunca ninguém lhe perguntou porque ele não quis ser o novo líder?), porque, se ele se candidatasse, talvez o consenso dentro do partido tivesse sido ainda maior, e o PS não teria rompido com um passado de esquerda como agora aconteceu. O partido e seus militantes estão de parabéns pois deram uma lição inequívoca aos outros partidos, de civismo, entusiasmo e sentido democrático, mostrando toda a sua força, apesar dos momentos conturbados pelos quais passou nos últimos meses. Sócrates deve-se orgulhar por pertencer a um partido onde a união de todas as tendências é muito importante, dando-lhe força para as batalhas futuras, porque não vai ser fácil correr com o ‘contador de histórias da corte’, que tudo vai fazer juntamente com o Paulinho ‘das feiras’ por manterem o lugar por mais algum tempo. E vejam já o barulho que eles estão a fazer nas Tvs com a ‘esmola’ que estão a dar aos ex-combatentes, que estão a ser enganados com as verbas atribuídas, especialmente os que se encontram já na reforma. Dividem os ex-combatentes em duas categorias, os Portugueses de 1ª, que são os que ainda estão no activo, e para quem os dois anos de Ultramar vão contar para a sua reforma (conforme foi dito pelo Dr. Bagão Felix) e assim quando chegar a altura vão ter o valor da mesma aumentado (e muito bem), e Portugueses de 2ª, que são os que estão já reformados, que não vão ver os dois anos de ultramar a contar para a suas reformas e com isso o valor das mesmas não vai ser ajustado, mostrando uma grande injustiça para muitos, que no final da sua vida mais precisam, que apesar de terem sido obrigados a andar na Guerra do Ultramar como os que estão no activo, não vão ter o mesmo direito de ver esse tempo incluído nas suas reformas, e daí ver as mesmas aumentadas.
As expectativas da população, e especialmente dos mais carênciados, em relação a José Sócrates são muito elevadas, esperando que ele esteja à altura de levar Portugal para a frente, e que os direitos laborais, sociais e educativos se aproximem mais dos países europeus, como tanto se tem prometido.



publicado por Fernando Ramos às 15:33

Tenho lido muita coisa sobre o Engº Socrates, mas penso que continuamos incorrer sempre no mesmo erro.Discutimos " o embrulho" e não "o seu conteudo".
Infelizmente em Portugal o péssimismo é a regra, e todos nós temos culpa desta situação, porque não deixamos que as pessoas, bem ou mal façam o seu trabalho. Cá estaremos "nós" povo para no dia das eleições comcordámos ou não. Democracia é isto, e não 2 em 2 anos cai governo entra governo.
Olhem para a Europa e percebem o que é Democracia.
Espero estar enganado, para bem de Portugal, que o próximo Governo consiga levar a bom porto as reformas necessárias para que este País, de uma vez por todas, avance ...
lvaro Plantier a 2 de Janeiro de 2005 às 10:52

Vitorino foi eleito para a Comissão Nacional a seguir a Jaime Gama.
z a 7 de Outubro de 2004 às 12:39

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