MAROCAS

Outubro 12 2004
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Vivemos uma época muito difícil, e num país onde o Estado actual é incapaz de gerir os bens essenciais e melhorar as condições de vida de quase todos nós. Temos vários exemplos, e podemos começar pelas telecomunicações, entregues a um grupo de senhores bem falantes e bem vestidos, que gerem uma empresa, onde a única coisa que lhes interessa é o lucro, e cada vez mais. Então mantêm o aluguer dos telefones fixos como se fosse uma prestação que temos de cumprir para o resto das nossas vidas, e têm o preço das chamadas dos mais caros da Europa, e com isso prestam um dos piores serviços telefónicos dentro dessa mesma Europa. Assim levam a que o telefone seja um produto de luxo, pago quase ao preço do ouro, como se Portugal se tratasse dum país rico, onde todas as pessoas tivessem um bom nível de vida, e pudessem pagar os alugueres que eles decidem quase por decreto.
O Estado, gerido por governos incompetentes, vai entregando as administrações dos hospitais a empresas privadas, pagando com os nossos impostos grandes fortunas, sem que se veja resultados que o justifique. Escrevem os jornais, que as listas de espera já são superiores às deixadas pelo governo Socialista, e onde as despesas estão a subir para números nunca antes vistos, e com isso, se calhar vão enriquecendo alguns com interesses económicos ligados à saúde.
O Estado, com o último governo votado e o actual imposto pelo Presidente da República, negoceia a energia pública a grupos económicos, que, como troca, (e pela certa), vão entregar facturas mais caras aos consumidores. O Estado prepara-se para vender a TAP a grupos estrangeiros, acabando assim com a única transportadora aérea que podia e devia prestar melhores serviços aos portugueses, que como já está demonstrado, bem gerida por profissionais competentes, até dá lucro para os cofres públicos, como tem acontecido ultimamente. Este governo, eleito pelo senhor Presidente da República, prepara-se para entregar a gestores privados, um dos bens essenciais à vida humana, como é a água. O Estado facilmente abre mão do que é importante para a nossa sobrevivência, entregando tudo a privados onde o único interesse é sacar dinheiro, e cada vez mais dinheiro, em tudo que lhes é entregue por tuta e meia, não prestando os melhores serviços que tinham a obrigação de nos dar, e que tanto precisamos. O Estado parece não passar ‘patavina’ à justiça chegando ao descalabro que todos conhecem, prendendo pessoas sem culpa formada durante largos meses, e algumas anos, e depois se vem a saber que estão inocentes, permitindo a devassa da vida de algumas delas perante a opinião pública. Temos o caso de julgamentos que levam meses e anos a realizar, como está acontecer com o processo Casa Pia, que vai dando azo a muita coisa, como a de jornalistas sem escrúpulos fazerem circular por aí, cassetes de conversas que não deveriam ter existido ou que deveriam estar muito bem guardadas. O Estado não cobra os impostos que devia de cobrar às empresas que, anos e anos seguidos, apresentam prejuízos fraudulentos, e aos bancos gananciosos que por aí perfilham, preferindo aumentar os impostos a quem menos tem. O Estado dá a ‘barraca’ que se vê no ensino, com os nossos filhos a tirarem cursos, contudo sem perspectivas de emprego, e com professores que dão todo o seu melhor, e que, como recompensa, sofrem todos os anos com as colocações, nalguns casos a centenas de quilómetros de sua casa e da sua família. O Estado divorciou-se do cidadão comum, mas são esses cidadãos que, na esperança de verem tudo mudar, vão acreditando nesses políticos incompetentes, acabando por votar neles e colocá-los no poder, os quais durante os mandatos, só vão olhando pelos seus privilégios, como acontece em alguns casos escandalosos e ‘obscenos’, como o das reformas douradas, ou a nomeação de ex-ministros, de competência duvidosa, em lugares muito bem pagos que nada mais fizeram do que piorar as condições nos ministérios por onde passaram. O Estado não consegue criar meios penalizastes a esses ministros que delapidam o erário publico em milhões e milhões de euros, responsabilizando-os com penas bem pesadas pelas asneiras que vão cometendo quando estão à frente dos seus ministérios. Será que nós temos de pensar que Portugal é um país sem futuro, onde vale tudo menos governar para o bem-estar de todos, apesar de todas as promessas não concretizadas que nos vão fazendo nas conversas em família nas alturas de eleições, como é o caso actual? Será que não nos vamos ver livre dos incapazes que têm vindo a destruir toda a nossa liberdade em nome de uma democracia, onde os únicos que ficam a ganhar são os ricos que estão cada vez mais ricos? Será que vamos continuar a ser um país sem futuro para os nossos filhos?
publicado por Fernando Ramos às 17:36

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