MAROCAS

Novembro 13 2004
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O DN de 10.11.04 informa que, em Portugal, existem quase 700 mil pensionistas que ainda não ganham o salário mínimo nacional (325,38 euros – 65.323$00 escudos na moeda antiga). Expliquem como é que estas pessoas conseguem viver com estes valores. Faço um apelo, a todos os governos, que façam um esforço para terminar com esta injustiça o mais urgente possível. É inacreditável que vão pessoas para a reforma com valores de 3.600 contos quando temos outros reformados a morrerem de fome e com falta de medicamentos para se tratarem porque as suas pensões não chegam para viver. Diz o mesmo jornal que há pessoas que recebem estes valores e ainda têm de pagar renda de casa de 100 euros (20 contos)... Só podem estar a gozar com elas! Vão buscar dinheiro aos impostos que não são pagos pelas empresas e pelos bancos que todos os anos fogem com milhões de contos; deixem de comprar armamento que só traz miséria e morte; deixem de comprar submarinos e aviões de guerra, e deixem de gastar dinheiro muito mal gasto em carros de grande cilindrada para os senhores ministros e para outros, ou em viaturas blindadas para o exército onde agora se vai gastar 344 milhões de euros, conforme notícia do Publico de 12.11.04. E não venham dizer a estas pessoas que o país está a fazer um grande esforço para as ajudar, porque isso não é verdade. Já passaram 30 anos desde o 25 abril e, tanto os governos à esquerda como à direita, nunca fizeram nada para acabar com esta pouca vergonha que nos transforma num país de terceiro mundo.

TABELA DOS VALORES DAS REFORMAS ATÉ AO SALÁRIO MINIMO CONFORME DIÁRIO DE NOTICIAS DE 10.11.2004 (mais de 1 milhão de pessoas recebe até estes valores)

VALOR ACTUAL DAS PENSOES
ANOS DE CARREIRA CONTRIBUTIVA EM EUROS - ESCUDOS
menos 15 anos - carreira contributiva - 211,50 - 42.401,94
15 e 16 anos - carreira contributiva - 222,00 - 44.507,00
17 e 18 anos - carreira contributiva - 226,93 - 45.495,38
19 e 20 anos - carreira contributiva - 231,86 - 46.483,76
21 e 22 anos - carreira contributiva - 234,20 - 46.952,88
23 e 24 anos - carreira contributiva - 248,12 - 49.743,59
25 e 26 anos - carreira contributiva - 253,04 - 50.729,97
27 e 28 anos - carreira contributiva - 257,96 - 51.716,34
29 e 30 anos - carreira contributiva - 260,30 - 52.185,46
31 anos - carreira contributiva - 284,92 - 57.121,33
32 anos - carreira contributiva - 289,84 - 58.107,70
33 anos - carreira contributiva - 294,77 - 59.096,08
34 anos - carreira contributiva - 299,69 - 60.082,45
35 anos - carreira contributiva - 304,60 - 61.066,82
36 anos - carreira contributiva - 309,53 - 62.055,19
37 anos - carreira contributiva - 314,45 - 63.041,56
38 anos - carreira contributiva - 319,38 - 64.029,94
39 anos - carreira contributiva - 324,30 - 65.016,31
40 e mais anos - carreira contributiva - 325,38 - 65.232,83

Agora digam lá se alguém pode viver confortavelmente com estas reformas, num país onde 20% da população (mais de 2 milhões pessoas) vive abaixo do limiar da pobreza, e onde a diferença entre ricos e pobres não pára de aumentar. Grande parte da culpa desta situação é dos governos que Portugal tem tido devido, à sua inércia e por estarem constantemente a consumir grande parte da riqueza que recolhem de forma incompetente, restando-lhes pouco para redistribuir por estas pessoas, ao mesmo tempo que lhes vai prestando um mau serviço público que é muito caro para a maioria do povo português.
publicado por Fernando Ramos às 09:45

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