MAROCAS

Dezembro 02 2004
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Os reformados portugueses passam por sérias dificuldades para viverem o seu dia a dia quando chegam a esta fase das suas vidas. As suas pensões são tão baixas que nem a sua alimentação é a mais adequada para a sua idade, dado que, quem ganha tão pouco, na maioria dos casos, nem uma peça de fruta consome. Quem recebe por mês 330 euros (66 contos) de reforma, forçosamente, muitos dias tem de passar fome, dado que os medicamentos que tem de consumir faz com que tenham de gastar uma parte importante do seu curto orçamento, chegando mesmo em alguns casos a gastar metade da sua pensão... E agora imaginem aqueles que ainda recebem menos...
A Confederação Nacional dos Reformados e Pensionistas (Murpi), organiza diversos protestos, com palavras de ordem como "Pensões dignas sim, pensões de miséria não!", só que, até agora, as suas vozes não chegaram a quem deviam, porque muitas promessas lhes fazem alguns ‘figurantes’ que por aí andam nas alturas de eleições, e depois são completamente esquecidos quando esses senhores estão nos Governos. Temos agora a situação deste último governo PSD/CDS ter andado a prometer aos pensionistas que lhes iriam equiparar as suas reformas com o ordenado mínimo nacional, e o que acontece é que se vão agora embora, e nada foi cumprido, nem aproximado se quer. Situações destas levam os nossos idosos a pensar que fazem parte dum país europeu que é sua ‘má sorte ser português’. Será que isto virá a ter solução, ou será que Portugal nunca vai deixar de tratar tão mal os seus ‘velhos’?


E para os senhores ministros que desviam o seu olhar da solidão dos nossos idosos quando estão no governo, aqui deixo com a devida vénia à 'docerebelde' este poema de Manuel J.T.B, não é que eles mereçam, mas por vezes sabe bem dar-lhes uma bofetada de luva branca...

A Solidão

Escuto a chuva fina lá fora
E dentro o calor de uma oração,
Ai, como teu amor demora,
É tão longa a solidão ! ...

O sol pelas nuvens tapado
No céu cinzento risca um avião,
No galho o pássaro só coitado,
É tão longa a solidão ! ...

E chegando o entardecer
Vem a noite com a escuridão,
Sonhos lindos a estremecer,
É tão longa a solidão ! ...

Depois de noite agitada
Com saudades mil no coração,
Grita o galo na madrugada,
É tão longa a solidão ! ...

Manuel J.T.B.

(www.docerebelde.blogs.sapo.pt)



publicado por Fernando Ramos às 11:13

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