MAROCAS

Junho 24 2005
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Vieira da Silva, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, conforme notícia do Jornal Público de 29.5.2005, disse serem “irrelevantes” os impactos nas pensões dos funcionários públicos com a aproximação do cálculo das pensões com o sector privado.

A ideia deste novo governo é fazer com que os funcionários públicos, que entraram para o estado antes de 1993, passem a ter a sua reforma mais próxima do sector privado e então para isso a sua pensão será calculada de 2 maneiras quando forem reformados:

- Uma parte os seus vencimentos até 2005 e outra parte para o novo regime apartir de 2006.
Acontece que isso vai fazer que os funcionários admitidos antes de 1993 vão ter um corte substancial na sua pensão pois eles até 2005 são reformados com 90% do seu salário e, a partir de 1 janeiro de 2006, vão passar para 80%. Com a nova formula de cálculo vão ter um corte de 5% no seu salário, e o senhor ministro acha isso “irrelevante”...

Acho bem ele ir dizer isso aos funcionários públicos, especialmente aqueles que ficarão com uma de pensão mais baixa, como por exemplo os de valor até 600 euros (120 contos), talvez eles não achem isso tão “irrelevante” porque, 5% para eles sempre é muito dinheiro, e até proponho que o senhor ministro, quando for reformado, passe a ter uma pensão deste valor, talvez aí, 5% de perca, ele já não ache tão “irrelevante”.

E hoje (17.6.05) o seu ministro disse sobre as penalizações dos funcionários públicos, "que teve de tomar estas medidas para não ter de ter outras piores". Será que o ministro estava a falar de possíveis despedimentos no Estado?
Ó Sr. Ministro Vieira da Silva, nem no fascismo se podia despedir os funcionários públicos, será que o Senhor, como Socialista, quer fazer a estreia com os funcionários públicos mais antigos? Esperemos que não, não vá por aí, senão tem o caldo entornado!

Será este o homem certo no lugar certo? É que para ser Ministro da Solidariedade Social, pensava eu, o factor económicista aqui teria pouco valor, e o que contaria mais era o factor social, e parece-me que esta medida de social terá muito pouco. Mas que raio de culpa têm os funcionários públicos, admitidos antes de 1993, das asneiras que os governos têm feito?! É que agora, mais uma vez, vão ter de pagar mais esta factura!
publicado por Fernando Ramos às 18:02

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