MAROCAS

Agosto 30 2005
À FLOR DA PELE

Venho para este quintal
mais uma vez cumprir
o meu destino, que me
faz viver à flor da pele
Fumo meu cigarro ouvindo
o silencio da noite
Vejo os arbustos que crescem
desordenadamente em
retorções de dor,
para me darem mais raízes que
vão nascer numa noite
de lua cheia, que virá
com a primavera
Sento-me num banco,
e penso na solidão
que me aconchega nesta
noite mágica, onde vou
viver mais uma vez em fuga
Minha vida está partida
em pedaços incontáveis
Sou mulher de má vida,
que já não sente amor em mim,
que há noite recebo
meus clientes há porta
deste quintal de minha casa,
levando-os para meu quarto
onde os violo nas suas loucuras,
em prazeres indefinidos
entre murmúrios, onde se soltam
beijos perdidos sem amor,
e no final, fazendo os voltar
sempre, e sempre ao meu recanto
Para mim resta, o seu pagamento,
nada mais, e voltar
para este quintal, fumar novo
cigarro e esperar por outro
tão infeliz como eu,
à sobra da noite
Que faz parte de uma lista
de outras tantas, e tantas
noites passadas, que deixam
meu coração desesperado,
e que me faz viver sempre
à flor da pele

de: fernando ramos - www.meuslivros.weblog.com.pt
18.8.2005

publicado por Fernando Ramos às 19:43

O Poema sim, mas os cigarros? Preocupa!
jed a 31 de Agosto de 2005 às 17:08

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